A ganância dos “construtores civis” não tem limites. Eles investem contra os nossos patrimônios naturais sem o menor remorso. Derrubam árvores, muitas árvores, desmatam florestas, destroem a fauna e a flora como não houvesse nenhuma consequência relativa a essas atitudes. Mas remorso é, só mesmo, para quem tem consciência e não é o caso.
Dessa vez me refiro a um patrimônio natural e religioso que está em vias de ser destruído. A Pedra de Xangô, que fica em Cajazeiras, subúrbio de Salvador, Bahia, considerada um templo sagrado para os seguidores da religião afro-brasileira, poderá, em breve, ser explodida para dar lugar à construção de um novo empreendimento imobiliário.
A pedra é cultuada pelos seguidores do Candomblé desde os tempos da escravização dos negros no Brasil. Os escravizados fugitivos usavam as fendas existentes na grande rocha como esconderijo. Com o passar do tempo a pedra passou a ser visitada para celebrações da religião afro.
E numa época em que se fala tanto em preservação da natureza, ecologia, meio ambiente e se condena a intolerância religiosa, Salvador se prepara para dar mais um mau exemplo pra o mundo, caso essa destruição seja consumada. Porém com um prefeito que quase destrói um Terreiro de Candomblé na capital baiana – o Terreiro da Casa Branca – e é adepto de uma religião que sempre deu exemplos de intolerância com as outras, principalmente com a afro-brasileira, o que se pode esperar? Cabe a ele, o prefeito João Henrique, mostrar que tudo o que foi dito aqui não passe de especulação e use da autoridade a ele conferida nas últimas eleições municipais e tome providências para que a Pedra de Xangô seja preservada. Ficarei muito feliz se estiver errado.
A natureza, a religião, o povo de Salvador e a ecologia agradecem. Afinal, desmandos nem deveriam existir.
Concerto de Aranjuez do espanhol Joaquim Rodrigo. O Concerto foi concebido para violão e orquestra, mas nessa apresentação o instrumento solista foi a harpa.
Não resisti a incorporar este video, pois a vistuose de Margot, harpista suíça de 13 anos, foi um show de interpretação. Dedilhando a harpa com uma suavidade singular, ela nos transporta para uma outra dimensão de sentimentos, à qual só os apreciadores desse gênero musical conseguem chegar . A regência é do Maestro Ricardo Castro. A apresentação aconteceu em Salvador-Bahia, noTeatro Castro Alves, no dia 05/11/2011.
Este Blog foi criado para satisfazer a curiosidade e o desejo de informação das pessoas preocupadas com o futuro do nosso planeta e com o mal que poderemos deixar para as gerações futuras caso não seja dado um freio nas atitudes anti-ecológicas e não tratemos o meio ambiente com a devida seriedade.
Vamos criar discussões e, juntos, descobrir meios para tentar solucionar os problemas ambientais.
Jornalista empenhado na luta pela preservação do meio ambiente, no Brasil e no mundo. Sou ativista ambiental e procurando levar a todos, sem distinção, e aos inseridos na rede mundial, a consciência ambientalista, para que possamos deixar algo importante para as futuras gerações. E para isso conto com a ajuda de outros preocupados com o meio ambiente, para reforçarmos essa luta que é nossa, de toda a humanidade.
A árvore que não existe mais. Ela foi sumariamente "executada" no dia 08/10/2011, às 09h15min da manhã em Salvador-Bahia - Mais um crime ambiental da construção civil. Fotografia de Márcio Vieira - MANDE A SUA ECO-FOTO PARA O Em VErDe noVo. TEREMOS IMENSO PRAZER EM EXIBI-LA NESTE ESPAÇO. CONTATO: blog.emverdenovo@gmail.com
E um dia ela chegou. Grandona, branquinha como a neve, cabelos negros, olhinhos apertados. Mal sabia que iria crescer muito e tornar-se uma linda garota. Alegre, cheia de vida, pirracenta... que ela só.
Quando soube que a paternidade estava chegando, todo orgulhoso, disse: gostaria que fosse uma menininha. Não é que foi? Veio linda, nos braços de pai, pela primeira vez, abrindo os olhinhos, como se perguntasse: é você, pai? Cresceu. E sempre sorridente. Ria muito. De qualquer coisa que pudesse considerar engraçada. Mais que todos no cinema onde assistia a um filminho infantil.
Dentinhos? Muito lindos. Belos! Ih! Caiu! Quebou os dentinhos da fente. E agora? Doendo muito, mas vai passar. Passa o tempo... Prancha de mory bug... Oh! Lá se vai um dentinho! “Mordeu Xantana”! Ficou sem um. Coisas da infância.
Cresceu mais. Meu Deus do céu! A bicicleta! Aaah! Alegria danada! Vou pedalar e muito, muito, muito! Dentes novos tão belos quanto os primeiros. Ih! Caiu de novo! Não é possível! Quebrou os dentes de frente novamente! Agora permanentes. Dentista. Só refazendo tudo. Depois, aparelho para por os outros, de novo, no lugar.
Adolescência, pai preocupado com a “ficança”. Oh! Por que não continuou daquele jeitinho, como naquela “fotinha”, com dentinho quebado, por quê? Mas a vida tem que seguir e ela é uma moça maravilhosa. Não vai estudar, não? Olha lá! É sua vida, heim?
Adolescência? Humm... A Internet, né? Esse “boom” que já virou vício. Meu Deus! Aonde é que ela vai com tantos Blogs, MSNs, Orkuts, Fakes, Fics, My Spaces, Offs, Offas... Nossa, quantos termos novos! E ela mexe com tudo. E o estudo? Será que tem tempo para isso? Ah, é bom que tenha, senão...
Essa adolescência... Não vai estudar, não? Fim de semana sem computador, e aí? Tô indo. Argh!
Câmera digital. Haja bateria! Os closes. Caramba, os closes! Ela se fotografa “trocentas” vezes por dia e em close. Carinha tristonha, carinha de alegria, bicuda, zoião, franjão cobrindo o zoião... O franjão!
O franjão? Coisa de emocore. É... coisa de roqueiro. Ainda bem que ela gosta de rock. Já pensou se fosse aquilo que toca só no carnaval? Pai iria à loucura, né? Mas não. Ela curte rock and roll. Pai nem tanto, mas que orgulho! Emocore? É. Emo, para os íntimos. Eu não sou emo. Uso franjão, mas não sou emo. Curto todo tipo de rock, inclusive emo, mas não sou, não sou. Calma, brincadeirinha!
É... os anos passam, a gente vai ficando velho, mas o orgulho de ser pai de uma “gatenha” tão gente boa, dá uma emoção danada. Com certeza ela vai chegar lá, vai sim, vai sim. Claro, vou mesmo, “Ynho”!