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sábado, 21 de setembro de 2019

ENERGIA EÓLICA


UM FUTURO JÁ NO PRESENTE E SEUS BENEFÍCIOS




Um bem cada vez mais utilizado no mundo. A geração de energia eólica vem crescendo bastante no mundo inteiro. Há vento? Então é possível a geração dessa energia.









ENERGIA EÓLICA

A energia eólica nada mais é que a transformação da força do vento em energia cinética e dela é produzida a energia elétrica para abastecer cidades e indústrias. É uma energia renovável, limpa e há em abundância. Para a produção desse tipo de energia são utilizados, hoje, aerogeradores, porém na antiguidade já se usava a energia eólica através dos moinhos de vento para bombear água e moer grãos.






IMPACTO
USINA HIDRELÉTRICA
 
USINA TERMOELÉTRICA
O impacto ambiental é bastante reduzido se compararmos com outras fontes de energia como as hidrelétricas – mais utilizadas no Brasil – que alagam grandes áreas e alteram o curso dos rios. As termoelétricas expelem na atmosfera enormes quantidades de gases de efeito estufa, além de resíduos provenientes da queima de combustíveis fósseis, madeira e carvão. As usinas nucleares são economicamente viáveis, mas são um sério risco permanente por causa da radiação.



PRODUÇÃO

A energia eólica é produzida a partir da captação do vento por aerogeradores, que têm a forma de cata vento, e são grandes turbinas que transferem a energia cinética produzida, para geradores de energia elétrica. Para essa captação da força do vento são instaladas várias dessas turbinas em regiões onde há ventos conhecidos como predominantes. O vento movimenta as turbinas que geram a energia cinética que é transformada por geradores em energia mecânica ou energia elétrica. Há dois problemas para a geração da energia eólica: se não houver vento, claro, não há geração de energia e se os ventos forem demasiadamente fortes causam danos às turbinas.
Obs.: o Vento é uma forma de energia solar, pois depende das correntes de conversão da atmosfera criadas pela energia térmica gerada pelo sol. Se não houver sol, não há vento.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

USINA NUCLEAR
A energia eólica é inesgotável e a matéria prima utilizada (o vento) não tem custo. Tem baixo custo de implantação e gera empregos em localidades onde antes não havia grandes investimentos e além de tudo, os custos de manutenção são baixos.

A energia eólica depende da força do vento, por isso a intermitência pode ser um problema. Então, para que seja econômica e tecnicamente viável, os parques eólicos precisam ser instalados em regiões onde a massa de ar seja maior ou igual a 500 watts por metro quadrado – W/m² - devem estar a uma altura de 50 metros e além disso necessita de velocidade do vento em média de oito metros por segundo – m/s.

Os problemas ambientais são importantes. Um parque eólico possui, no mínimo, cinco turbinas, ou aerogeradores. Isso influi em questões de sobrevivência da população das aves. Em voo, elas podem se chocar contra as pás, se ferirem gravemente e até morrerem. Os parques podem até influenciar na rota migratória das aves. Outro problema é a poluição sonora. O barulho dos aerogeradores é altíssimo e isso pode causar estresse, transtornos psíquicos e até agressividade. Esse barulho pode causar também alterações no ecossistema local, com o afastamento das populações animais, sem falar na poluição visual causada pela construção dos parques eólicos.  




 
UTILIZAÇÃO

No mundo inteiro, apenas 13% da superfície possuem condições para a implantação dessa tecnologia, o que significa a impossibilidade da utilização em grande parte do planeta.

O Brasil tem um excelente potencial para utilizar energia eólica. 71 mil km² do território brasileiro possui as condições necessárias para a produção: velocidade do vento na média de 7 m/s a 50 m de altura. Com essa condição é possível produzir até 272 terawhatt-hora por ano - TWh/ano - e representa 64% do consumo brasileiro que está na média de 424 TW/ano. Essa capacidade de geração está concentrada principalmente no Nordeste, tendo a região Sul em segundo lugar.






HISTÓRICO


Há mais de 3.000 anos a energia eólica, EE, é utilizada pelo ser humano, na moagem de grãos, no bombeamento de água e em outras formas de utilização da energia mecânica.

A ideia de gerar eletricidade através do vento surgiu em fins do século XIX, mas só nos anos 1970 cresceu o interesse por esse tipo de geração de energia, proveniente da crise do internacional do petróleo. A Dinamarca foi o primeiro país a instalar uma usina eólica ligada à rede elétrica e hoje, em operação, existem mais de 30 mil dessas turbinas em no mundo.

Fernando de Noronha, em Pernambuco, foi a primeira região brasileira contemplada com a instalação de uma turbina eólica, em 1992, gerava 10% da energia consumida na ilha e economizava, por ano, uma média de 70 mil litros de óleo diesel.

10,8 GW de energia eólica em produção. Esse foi o nível a que chegou o Brasil em fevereiro de 2017. Com isso chegou ao nono lugar em produção eólica no mundo, representando 7,1% da matriz energética nacional. A meta é chegar a 11% até 2023.
Por Márcio Vieira - reg. 4430

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Presidente do IBAMA pede exoneração

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio-ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Abelardo Bayma, pediu exoneração do cargo por estar em desacordo com a emissão da licença definitiva para a implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que pode ser construída no rio Xingu, no Pará. No seu comunicado à ministra do Meio Ambiente Bayma alegou motivos pessoais para o pedido de demissão, mas comentou com amigos que o verdadeiro motivo foi o fato de ter sofrido pressões da diretoria da Eletronorte para emitir a licença para a implantação da usina. Funcionário de carreira da autarquia, Abelaro estava no cargo desde abril de 2010.

Nas últimas reuniões que teve com diretoria da Eletronorte, Abelardo Bayma negou a emissão da licença definitiva para a construção da usina. Ele argumentou que pendências ambientais impediam o órgão de emitir o documento. Abelardo disse ainda que o IBAMA poderia emitir a licença somente para a instalação, mas não a definitiva. Belo Monte já criou outros problema administrativos. Foi um dos motivos que levou ao pedido de demissão da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva que também discordava da implantação da usina alegando que a obra causará fortes danos ambientais na região com o alagamento de uma área de aproximadamente 500 km2.

A Amazônia possui atualmente 115 usinas termoelétricas (13 em Manaus que consomem quase 1 bilhão de litros de óleo diesel por ano) e em 2008 já emitia cerca de 3,97 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono, quase 40% mais que os seis últimos anos anteriores, estimando um custo de R$ 2,4 bilhões em 2009 podendo a chegar este ano a R$ 4,7 bilhões. Esses dados foram divulgados no Fórum de Mudanças Climáticas do Amazonas (O Eco, 29/11).

Está na hora, ou melhor, já passou da hora de se pensar em modelos alternativos de geração de energia como a captação de energia solar ou eólica. Duas formas de energia limpa sem agressão ao meio-ambiente e que podem suprir as necessidades energéticas do país em até 20% até 2020. Muito além do 1,3% de hoje e gerando cerca de 8 milhões de novos empregos. Absorvendo muito mais mão-de-obra do que poderiam as hidrelétricas. Geração de energia com sustentabilidade; o mundo clama por iniciativas como estas.



Assista ao video

 

Fonte: Avaaz.org