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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Construção civil investe mais uma vez contra a natureza e o Candomblé


A ganância dos “construtores civis” não tem limites. Eles investem contra os nossos patrimônios naturais sem o menor remorso. Derrubam árvores, muitas árvores, desmatam florestas, destroem a fauna e a flora como não houvesse nenhuma consequência relativa a essas atitudes. Mas remorso é, só mesmo, para quem tem consciência e não é o caso.

Dessa vez me refiro a um patrimônio natural e religioso que está em vias de ser destruído. A Pedra de Xangô, que fica em Cajazeiras, subúrbio de Salvador, Bahia, considerada um templo sagrado para os seguidores da religião afro-brasileira, poderá, em breve, ser explodida para dar lugar à construção de um novo empreendimento imobiliário.





A pedra é cultuada pelos seguidores do Candomblé desde os tempos da escravização dos negros no Brasil. Os escravizados fugitivos usavam as fendas existentes na grande rocha como esconderijo. Com o passar do tempo a pedra passou a ser visitada para celebrações da religião afro.

 

E numa época em que se fala tanto em preservação da natureza, ecologia, meio ambiente e se condena a intolerância religiosa, Salvador se prepara para dar mais um mau exemplo pra o mundo, caso essa destruição seja consumada. Porém com um prefeito que quase destrói um Terreiro de Candomblé na capital baiana – o Terreiro da Casa Branca – e é adepto de uma religião que sempre deu exemplos de intolerância com as outras, principalmente com a afro-brasileira, o que se pode esperar? Cabe a ele, o prefeito João Henrique, mostrar que tudo o que foi dito aqui não passe de especulação e use da autoridade a ele conferida nas últimas eleições municipais e tome providências para que a Pedra de Xangô seja preservada. Ficarei muito feliz se estiver errado.

A natureza, a religião, o povo de Salvador e a ecologia agradecem. Afinal, desmandos nem deveriam existir.

sábado, 8 de outubro de 2011

Mangueira é derrubada para a cosntrução de prédio em Salvador

Em todo o tempo de existência da humanidade, atrocidades foram cometidas em nome do “progresso”, do “crescimento”, “da civilização”. Tudo sempre com “boas intenções”.

Com “boas intenções” se pesquisou e se chegou à fissão do átomo, criando assim o primeiro reator nuclear. Culminou na criação da primeira bomba atômica e na destruição de duas cidades japonesas – Hiroshima e Nagasaki – na Segunda Guerra Mundial. Em seguida veio a Guerra Fria, que durou mais de 40 anos. “De ‘boas intenções’ o inferno anda cheio”.

Hoje, ainda em nome do “progresso”, do “crescimento” e da “civilização”, as atrocidades continuam. Agora, contra a natureza atacada de forma sistemática, principalmente, pela construção civil. Essa não tem o mínimo escrúpulo e sai derrubando árvores e destruindo ecossistemas sem se preocupar, em nenhum momento, com o resultado de ato tão vil.

Hoje pela manhã, mais uma vez isso pôde ser visto em Salvador, mais precisamente no bairro Boa Vista de Brotas. Por causa da construção de um novo prédio no local, durante a terraplanagem, uma mangueira, quase centenária, foi sumariamente derrubada para dar lugar à nova edificação. Havia mesmo a necessidade desse crime?

Com uma escavadeira de grande porte derrubou-se a árvore sem “dó nem piedade”. Perdoe o chavão, mas é o que mais se adéqua ao fato. Sabemos o que isso pode acarretar ao meio-ambiente: destruição da flora e prejuízo à fauna. Mas eles – os construtores – não têm essa consciência ecológica.

Em março de 2009, quando uma árvore centenária foi derrubada na região de patamares para a construção do Loteamento Alfaville, denunciamos aqui no Em VErDe noVo. Tratava-se de uma frondosa árvore. Para abraçá-la seriam necessárias pelo menos cinco pessoas.





As fotografias abaixo mostram a mangueira e o espaço deixado após ela ser  “executada”. No vídeo é possível notar o esforço da escavadeira para puxar o tronco para cima. O peso era tanto que foram necessárias várias manobras para conseguir levar o tronco aonde seria cortado e jogado nas caçambas que o levariam, provavelmente, para o lixo.

 

















Tentamos contato com os responsáveis pela obra, para obter esclarecimentos, mas não fomos recebidos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dia Mundial da água

Demorou mas chegou. Um atraso realmente imperdoável, porém motivos de força maior contribuíram para a falta de pontualidade com a causa maior deste blog.

Uma homenagem ao bem mais precioso da vida, a água, não poderia faltar neste veículo que luta pela preservação do meio-ambiente e as questões ecológicas. Mas está aí. O singelo clipe que pode ser visto abaixo é a pequena contribuição do Em VErDe noVo para lembrar a importância desse elemento da natureza, tão importante para a vida na Terra. 

Desse mineral que existe em abundância no planeta, apenas pouco mais de um por cento é potável e pode saciar a sede do ser humano e dos outros animais terrestres, além dos vegetais. Portanto é importantíssimo preservá-lo, protegê-lo, para que no futuro não nos falte. Para o bem da vida.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Empresa coletora de lixo industrial comete crime contra o meio-ambiente

Mais um flagrante de descaso com a natureza em cidade da Bahia

A falta de respeito ao meio-ambiente continua surpreendendo quem se pré-ocupa com a ecologia. Por mais que se tente conscientizar as pessoas, por mais que se discutam as questões ambientais no Brasil e no mundo, por mais que a mídia mostre diariamente os problemas causados pelo descaso ecológico, ainda tem gente que não enxerga os perigos a que estamos expostos e comete mais crimes contra a natureza.
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Saiu no jornal A Tarde de 22/01/2011

Uma equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Smarh), de Lauro de Freitas, flagrou, na noite de ontem, o descarte ilegal de detritos e dejetos no Rio Ipitanga, feito pela Litoral Limpeza Industrial, que foi embargada e embargada por crime ambiental. O despejo era realizado cerca de vinte vezes ao dia, por pelo menos quatro caminhões.

Os veículos foram lacrados pela Polícia Militar e um inquérito foi aberto pela 23ª CP (Lauro de Freitas). “Acredita-se que o descarte seja feito, também, em outro local”, afirmou o secretário do Meio Ambiente do município, Vidigal Cafezeiro.

Em 2009, a empresa foi autuada pelo mesmo crime e multada em R$ 50 mil. O Impitanga é afluente do Rio Joanes. Em dezembro o Instituto do Meio Ambiente (IMA) registrou 45 mil unidades de coliformes fecais por 100 ml de água do rio.


Fonte: Jornal A Tarde

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cancun traz a esperança de temperaturas amenas

Durante a Conferência do clima da ONU foi aprovado acordo que amplia o tempo de vigência do Protocolo de Kioto


Aquecimento global, a maior preocupação da humanidade nos tempos atuais, parece estar com os dias contados. Pelo menos existe a esperança, pois na última Conferência do Clima da ONU, realizada em Cancun e que terminou neste sábado, aprovou um pacote de medidas contra as mudanças climáticas.

193 países participaram das negociações que tiraram  do "baú, onde estavam trancafiadas” as resoluções que colocam o mundo mais perto do acordo global para a redução das emissões de carbono – gás de efeito estufa – na atmosfera do planeta. Tudo isso resulta em grande esperança para o mundo, após o fracasso da 15ª conferência, em Copenhague, um ano atrás.

O que aconteceu em Cancun cria uma responsabilidade maior para as potências como Estados Unidos, China, e Canadá que se recusam a reduzir suas emissões e tentam deixar essa obrigação para as nações pobres e em desenvolvimento, essas últimas, as que sempre pagam a conta, o que impede o seu progresso e crescimento.

Como normalmente acontece, o pobre sempre paga a conta, mas isso pode mudar a partir de Cancun. É que os participantes da conferência conseguiram um acordo que mantém vivas as negociações para além de 2012, com a ampliação do prazo de extensão do Protocolo de Kioto, que é o único instrumento, hoje vigente, que obriga os países ricos a cortar suas emissões de gases de efeito estufa.

Evitar o aquecimento do planeta pelas emissões de gases de efeito estufa. Esse é o grande objetivo das reuniões que vêm acontecendo esses últimos anos. Fenômeno que afeta todos os setores produtivos que dependem dos agentes da natureza, além de provocar a elevação do nível das águas dos mares e dos rios. A longo prazo, isso acarretará elevação extrema da temperatura, dificuldade de acesso à água e aos alimentos, principalmente para os mais pobres e mais fracos do planeta.

Cancun traz a esperança. Vamos torcer para que os principais emissores de gases de efeito estufa acordem para os perigos do aquecimento global e comecem, urgentemente, a rever os seus conceitos relativos ao clima, garantindo, assim, o futuro que todos desejam, com o planeta mantendo uma temperatura aceitável, para que todos, hoje e no futuro, possam desfrutar dos benefícios da natureza.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Entregar pilhas usadas aos revendedores: ecologicamente correto

Reciclar pilhas e baterias usadas, além de evitar a poluição dos mananciais, pode ser benéfico para a agricultura




O que fazer com as pilhas depois que sua vida útil termina? Não podemos mais nos dar ao luxo de pensar que jogar no lixo terá resolvido esse problema. A natureza não suporta mais o descaso. Pilha no lixo significa poluição. E poluição grave. Descarte de metais pesados nos mananciais, ou seja, poluição da água e dos alimentos que ingerimos.

Mas é possível evitar mais essa tragédia. A reciclagem é novamente uma maneira de solucionar um problema que aflige o ecossistema e protegê-lo de um iminente colapso.

Lâmpadas fluorescentes, termômetros, latas de inseticidas, latas de tinta, pilhas e baterias, compõem o lixo que é descartado diariamente nas cidades. Fazem parte de 1% do lixo urbano formado por resíduos sólidos que contêm elementos tóxicos. A população joga esse material no lixo por não saber o quanto eles são perigosos e também por não ter a informação de como e onde dele se desfazer.

As pilhas e as baterias são compostas de mercúrio, zinco, chumbo, cobre, cádmio, manganês, níquel e lítio. Todos perigosos à saúde humana, sendo que o chumbo, o mercúrio e o cádmio representam maior perigo.

Utilize baterias recarregáveis

Uma forma simples e bastante eficiente para evitar o crescimento desse descarte de pilhas na natureza, além da reciclagem, é a utilização das baterias recarregáveis. Com um tempo de vida útil bastante longo – podendo ser recarregadas milhares de vezes – essas baterias representam uma alternativa sadia e barata: um investimento inicial na compra das baterias e do carregador, que mais tarde proporcionarão um ganho extraordinário para quem utiliza e para a natureza que deixa de ser agredida.

Atualmente o Brasil produz cerca de 800 milhões de pilhas e 17 milhões de baterias. Se optarmos pela utilização das baterias recarregáveis todos sairemos ganhando no final.

Com o aumento da utilização de equipamentos sem fio, como notebooks, mp3, telefones celulares, câmeras fotográficas e cinematográficas etc., cresceu a demanda por baterias recarregáveis. As baterias de níquel-cádmio (Ni-Cd) são as mais procuradas por terem maior capacidade de armazenamento e duração da carga.

Benefícios para a agricultura

As pilhas usadas podem ser utilizadas na fabricação de corretivos de solo para a agricultura, mas isso depende da coleta seletiva que ainda é deficiente. Existe a tecnologia para o tratamento das pilhas, o que falta é a quantidade suficiente para baratear o custo de produção.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmam que é preciso a realização de um trabalho para conscientizar a população para a coleta da matéria prima (as pilhas). Eles afirmam que a coleta é ineficiente devido à legislação, que permite o descarte em aterros se as pilhas tiverem níveis adequados de potássio e de metais como zinco e magnésio. Por causa dessa legislação existe pouca coleta de pilhas usadas.

Para a utilização como corretivos de solo, o material necessita ser reciclado. Para isso é preciso separar a proteção metálica e fazer a lavagem da massa que contém os metais. Nesse processo o potássio funde-se com a água e separa-se do zinco e do manganês. Após esse momento, a massa sem o potássio é misturada a ácido sulfúrico e da reação resultante são formados o sulfato de zinco e o hidróxido de manganês, compostos que são normalmente utilizados para corrigir o solo na agricultura.

Não jogue as pilhas e baterias no lixo comum

Guardar as pilhas e baterias usadas e destiná-las para a reciclagem é uma ação ecologicamente correta que beneficia o ecossistema. Afinal, esse esforço poupa-nos do trabalho de retirar esses metais da natureza, reduzindo a contaminação do meio-ambiente.