Um inseto considerado asqueroso,
nojento e fedorento. Assim é vista a barata na opinião da maioria das pessoas.
Importância
Como todo ser vivo na face da
terra, a barata tem uma função especialíssima na Natureza: é uma faxineira. Ela
come de tudo e vive praticamente em todos os lugares. Devora rapidamente, cadáveres, restos de alimentos, toneladas de fezes,
papel, cigarros e pasmem! Plásticos. É! Come até plásticos. É uma excelente
faxineira da Natureza.


A barata faz parte de uma complexa cadeia
alimentar, mas não seria um problema para o mundo, não seria um grave problema
ambiental caso, repentinamente, fosse extinta. Na Natureza, caso um inseto
venha a faltar, certamente um outro inseto assumirá a sua função, porém não
seria tão simples; levaria um longo tempo para que essa mudança
acontecesse. Como a barata é nossa companheira diária e vive a nos incomodar,
não faria grande falta. Não seria problema se desaparecesse das nossas vidas. Com
certeza não faria falta. Mas as baratas que vivem no campo, nas florestas são
de grande importância para o ambiente. Elas se alimentam de tudo que está em
decomposição na floresta e sem ela a floresta não sobreviveria.
A barata também tem os seus predadores naturais:
ratos, aves, escorpiões, lagartixas, aranhas, formigas, besouros, ratos e outros
mais. Caso ela desapareça pode haver uma greve desestabilização das populações
animais. E mais: com o sumiço desse inseto passaríamos a sofrer com o grande
acúmulo de dejetos humanos nos esgotos e fossas sanitárias e não haveria a
enorme contribuição dela na limpeza dos cemitérios.
Origem
Os mais antigos registros datam do período Carbonífero, há cerca de 320 milhões de anos. O reconhecimento se deu por assas
encontradas em um tipo de fossilização onde o relevo das nervuras fora bem preservado.
Característico de cada espécie, esse padrão de nervuras, permitiu a
identificação das espécies. As mais antigas baratas da América do Sul pertencem
ao final do Carbonífero (280 milhões de anos).
Na região de Santana do Cariri, Ceará, nas rochas
calcárias de Formação de Santana, datadas de 112 milhões de anos, período Cretáceo inferior, foram encontrados insetos incrivelmente preservados. As baratas foram
contemporâneas dos dinossauros. E, morfologicamente, mudaram muito pouco de lá
para cá. Variaram apenas no padrão e número das nervuras das asas e espinhos
das patas. E nada se sabe, ainda, dos benefícios dessas mudanças.
Longevidade
Apesar de haver datações do período Carbonífero de
320 milhões de anos atrás, isso pode estender-se até 400 milhões de anos. A expectativa
de vida da barata varia, em média, entre 6 meses a 3 anos, podendo a fêmea colocar uma média de
225 ovos durante a sua vida.
Radiação
nuclear
Sim. É possível que a barata sobreviva a uma guerra nuclear. Mas não é tão fácil. Para que sobreviva será necessário que
não esteja muito próxima do centro de ação da bomba, caso contrário seria
morta pelo excessivo calor gerado pela explosão.
As suas características morfológicas, como corpo
pequeno e achatado permitem que esse inseto possa esconder-se em frestas,
protegendo-se da radiação.
Contaminação
Normalmente, quando estamos almoçando e vemos uma
mosca pousar em nosso alimento, apenas abanamos com a mão para enxotar o inseto
sem sabermos o quanto esse bichinho é nocivo para nós. Mas ao vermos uma barata
se aproximando da nossa comida o desespero toma conta. E o problema é sério; a
barata é um vetor de doenças importantes. Por andarem em esgotos e outros
lugares tão sujos quanto, ela acaba carregando em seu corpo uma infinidade de
bactérias e caminhando pelos alimentos podem contaminá-los e provocar problemas
de saúde nos seres humanos. Os excrementos e restos do seu corpo, após as mudas,
podem provocar crises alérgicas, tais como erupções cutâneas, lacrimejamento e
coriza.
A barata transmite, pelo menos, 13 doenças ao ser
humano. Apenas pelo simples contato ou por sua saliva e seus excrementos.
Dentre as doenças podemos citar: hepatite, tifo, disenteria e ainda
envenenamento de alimentos.
Pelo visto podemos ver que as baratas têm uma enorme
importância ecológica. Mas, se possível, vamos sempre expulsá-las de nossas
casas, porém deixá-las viver na floresta, onde realmente têm uma função altamente
necessária.
Márcio Vieira DRT 4430
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