quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Brasileira está há um ano sem produzir lixo

Não é uma tarefa fácil, porém totalmente possível. Não produzir lixo. E produzir o mínimo  de lixo é um dos grandes desafios no mundo nos tempos atuais. Compra-se muito, gasta-se muito e aí vem o desperdício. Um desafio. 

 

Um desafio que uma brasileira está ganhando e além disso dando uma aula de cidadania e preocupação com o meio-ambiente. Um exemplo que deveria ser seguido por todos para criarmos um futuro sustentável e limpo.

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Muito se fala na destinação adequada dos resíduos sólidos e na reciclagem, mas pouco se comenta a respeito da importância de evitarmos a produção de lixo, o que seria possível com informações de qualidade, consumo consciente e determinação.
Um bom exemplo é o da designer catarinense Cristal Muniz, de 24 anos, que está há praticamente um ano sem produzir resíduos.
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Engajada com as práticas ambientalmente corretas, Cristal soube que algumas pessoas pelo mundo já estavam fazendo esse experimento de estilo de vida sustentável. Depois de muito pesquisar sobre o assunto, decidiu mudar seus hábitos de consumo e, aos poucos, conseguiu reduzir drasticamente a quantidade de lixo que produz. "Eu compro quase todas as comidas de casa a granel, então evito essas embalagens. Evito também a produção de lixo fora de casa sempre tendo comigo guardanapos de pano, copinho reutilizável e talheres", contou a jovem.

A política do lixo zero veio com hábitos novos e mais sustentáveis, como o uso de produtos naturais para a limpeza da casa e cosméticos – óleos vegetais, argila e chá substituíram os cremes, por exemplo. Hoje, quando sente a necessidade de comprar algo, Cristal pensa duas vezes e reflete se é possível reutilizar algo que já tem, pedir emprestado ou comprar de segunda mão. "Comprar menos é uma das principais metas", afirma.
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A designer compartilha suas experiências no site Um Ano Sem Lixo, onde também dá dicas para quem quer levar uma vida mais sustentável. Segundo ela, fácil não é, mas mudar aos poucos e sentir o impacto dessas escolhas no dia a dia é o melhor caminho.


Fonte: eco4planet

domingo, 26 de outubro de 2014

Acidificação dos oceanos cresce 26% nos últimos 200 anos


Poluição
Acontecendo muito antes do que se acreditava poder acontecer. Essa é a realidade constatada pela comunidade científica já há muito tempo. Estamos falando da dessalinização dos oceanos. A acidificação está a cada dia maior e se não forem tomadas providências imediatas para a redução das emissões de CO2 na atmosfera, os danos causados aos oceanos podem ser irreversíveis.

A acidificação é um importante desequilíbrio químico dos oceanos, que aliado à poluição, causadora da desoxigenação, concorre para a elevação da temperatura e o aquecimento global. Isso acaba por prejudicar a vida marinha, que depende de temperaturas estáveis para a sobrevivência. Muitas espécies de peixes vêm tendo prejudicado o desenvolvimento como a dificuldade de crescimento, o que tem provocado a redução de suas populações. O mesmo problema acontece com o metabolismo de organismos que necessitam de carbonato de cálcio para a formação de suas estruturas corporais rígidas (esqueletos e exoesqueletos), a exemplo dos corais e moluscos de concha.

Qual o principal causador da acidificação? Sem dúvida a atividade humana no planeta. A queima de combustíveis fósseis para a produção de energia e o resultado de utilização desses combustíveis na indústria.
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Acidificação
O pH dos oceanos aumentou 26% em média nos últimos 200 anos, ao absorver mais de um quarto das emissões de CO2 geradas pela atividade humana, adverte um relatório publicado nesta quarta-feira (8), em Seul. Pesquisadores ligados à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) analisaram centenas de estudos existentes sobre este fenômeno para redigir o documento que apresentaram em Pyeongchang (Coreia) por ocasião da 12ª reunião da convenção das Nações Unidas sobre a proteção da biodiversidade. O relatório destaca a gravidade do fenômeno, que apresenta uma rapidez sem precedentes e um impacto muito variado, que seguirá aumentando nas próximas décadas. “É inevitável que entre 50 e 100 anos as emissões antropogênicas de dióxido de carbono elevem a acidez dos oceanos a níveis que terão um impacto enorme, quase sempre negativo, sobre os organismos marinhos e os ecossistemas, assim como sobre os bens e serviços que proporcionam”, destacam os cientistas. A acidez dos oceanos varia naturalmente ao longo do dia, das estações, do local e da região, mas também em função da profundidade da água. “Os ecossistemas das costas sofrem uma maior variabilidade do que os que estão em alto mar”, destacam os pesquisadores. Alguns trabalhos revelam que a fertilização de certas espécies é muito sensível à acidificação dos oceanos, enquanto outras são mais tolerantes. Os corais, moluscos e equinodermos (estrelas do mar, oriços e pepinos do mar, por exemplo) estão particularmente afetados por esta mudança, que reduz seu ritmo de crescimento e sua taxa de sobrevivência, mas algumas algas e microalgas podem se beneficiar, do mesmo modo que alguns tipos de fitoplânctons. O relatório destaca o impacto sócio-econômico já visível em algumas regiões do mundo: na aquicultura do noroeste dos Estados Unidos e na criação de ostras. Os riscos para as barreiras de coral nas zonas tropicais também são uma “enorme preocupação, já que envolvem a subsistência de 100 milhões de pessoas, que dependem destes habitats”. Segundo os pesquisadores, “apenas a redução das emissões de CO2 permitirá deter o problema”.

Fonte: 360 graus

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Desperdício de água com lavagem de carro pode ser eliminado

A redução do consumo de água no planeta é, a cada dia, uma necessidade sem volta. Mananciais estão sendo extintos sem que tenhamos total ideia dessa realidade. 

E um dos maiores contribuintes para o aumento desse problema, que aflige o mundo inteiro, é o cidadão que insiste em lavar o carro com mangueira. Um crime contra o meio ambiente, que pode trazer consequências catastróficas em um futuro próximo.

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Uma das vilãs do desperdício de água é a lavagem dos carros com mangueiras. De acordo com a Sabesp, uma lavagem básica pode representar desperdício de até 560 litros de água, contribuindo para agravar um problema cada dia mais sério.


Uma alternativa contra este desperdício é o uso de produtos que permitam a lavagem de automóveis a seco, sem gastar uma gota de água.

Muito comum nos Estados Unidos e outros países, este hábito ainda não está plenamente difundido no Brasil, mas trata-se de uma tendência inevitável, que deve ser ampliada agora diante da facilidade de acesso, uma vez que as pessoas podem lavar o carro a seco em casa utilizando produtos disponíveis nos supermercados.




Já existem no mercado kits de lavagem a seco, a base de cera de carnaúba e silicone puro. Esses produtos contêm polímeros especiais que permitem a limpeza de todas as partes do veículo (vidros, lanternas, partes plásticas e emborrachadas, além da pintura), substituindo a lavagem convencional.

Um kit contendo um fraco de 500 ml, (suficiente para até quatro lavagens) e três panos de microfibra (um para aplicação do produto, outro para remoção, e o terceiro para finalização) custa em torno de R$15,00.

Além de econômica, a lavagem a seco ajuda a combater o desperdício de água e não arranha a lataria dos veículos.

Fonte: eco4planet

terça-feira, 9 de setembro de 2014

“O jovem que não é revolucionário, não é um jovem”



Leonardo Boff - Foto: Alex Régis 

Revolucionar o mundo: o teólogo Leonardo Boff, em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, expõe a sua preocupação com o meio ambiente e acredita no papel dos jovens na luta por mudanças decisivas para o futuro do Brasil e do planeta.

Ele ainda denunciao fato de nós, seres humanos, mantermos uma relação com a natureza de dominação e não de cooperação e que acabamos por exaurir os recursos e devastar os ecossistemas, consumindo muito mais do que a Terra pode nos oferecer.



Boff afirma: “Nós estamos sugando do planeta o que ele não consegue mais dar”. Leia a entrevista.

Fonte:Tribuna do Norte

Grito da floresta ecoa no Senado

Caro internauta,

Nos últimos 28 anos, mais de 600 pessoas foram assassinadas na Amazônia, devido a conflitos agrários, onde a exploração ilegal de madeira serve como porta de entrada. O problema foi tema de uma audiência pública realizada na semana passada, na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Por causa da fragilidade dos sistemas de controle de produção de madeira na Amazônia, grupos criminosos vem explorando a florestas e vendendo os produtos extraídos ilegalmente, como se fossem legalizados. Mas, na verdade, muitas destas árvores são retiradas ilegalmente de áreas, como unidades de conservação, reservas extrativistas e terras indígenas.
Além de contribuir para a degradação da floresta, esta atividade deixa um rastro de violência, já que quem ousa defender a floresta acaba morto ou marcado para morrer.
Um dos principais caminhos para acabar com a violência contra os povos da floresta é combatendo a atividade madeireira ilegal. Para isso, o Greenpeace defende que os governos estaduais e federal aprimorem seus mecanismos de controle do setor, tornando-os mais eficientes e transparentes, para manter, de fato, a madeira ilegal fora do mercado. Ajude-nos nesta luta enviando uma mensagem para a presidenta Dilma e para os candidatos e pré-candidatos à Presidência da República pelo fim da lavagem de madeira na Amazônia.

Fonte: Greenpeace

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

As ameaças da Grande Transformação (II)



A preservação do meio ambiente não deve ser vista como a única e principal prioridade mundial. Tudo no planeta está em jogo em termos de preservação. Surge o pensamento de uma ecologia baseada na preservação da qualidade de vida. Uma nova forma de habitar a nosssa Casa Comum. É hora de começar a pensar em um Socialismo Ambiental. Todos preservando e todos cuidando de todos. É a vida em harmonia total desenvolvendo práticas direcionadas para o bem da vida em comum.



O que você vai ler agora tem muito a ver com essa sustentabilidade coletiva e amiga da vida.
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Analisamos, no artigo anterior, as ameaças que nos traz a transformação da economia de mercado em sociedade de mercado com a dupla injustiça que acarreta: a social e a ecológica. Agora queremos nos deter em sua incidência no âmbito da ecologia tomada em sua mais vasta acepção, no ambiental, social, mental e integral.

Constatamos um fato singular: na medida em que crescem os danos à natureza que afetam mais e mais as sociedades e a qualidade de vida, cresce simultaneamente a consciência de que, na ordem de 90%, tais danos se tributam à atividade irresponsável e irracional dos seres humanos, mais especificamente, àquelas elites de poder econômico, político, cultural e midiático que se constituem em grandes corporações multilaterais e que assumiram por sua conta os rumos do mundo. Temos, com urgência, que fazer alguma coisa que interrompa este percurso para o precipício. Como adverte a Carta da Terra: “ou fazemos uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscamos a nossa destruição e a da diversidade da vida” (Preâmbulo).

A questão ecológica, especialmente após o Relatório do Clube de Roma em 1972 sob o título “Os Limites do Crescimento”, tornou-se tema central da política, das preocupações da comunidade científica mundial e dos grupos mais despertos e preocupados pelo nosso futuro comum.

O foco das questões se deslocou: do crescimento/desenvolvimento sustentável (impossível dentro da economia de mercado livre) para a sustentação de toda a vida. Primeiro há que se garantir a sustentabilidade do planeta Terra, de seus ecossistemas, das condições naturais que possibilitam a continuidade da vida. Somente garantidas estas precondições, se pode falar em sociedades sustentáveis e em desenvolvimento sustentável ou de qualquer outra atividade que queira se apresentar com este qualificativo.
A visão dos astronautas reforçou a nova consciência. De suas naves espaciais ou da Lua se deram conta de que Terra e a Humanidade formam uma única entidade. Elas não estão separadas nem justapostas. A Humanidade é uma expressão da Terra, a sua porção consciente, inteligente e responsável pela preservação das condições da continuidade da vida. Em nome desta consciência e desta urgência, surgiu o princípio responsabilidade (Hans Jonas), o princípio cuidado (Boff e outros), o princípio sustentabilidade (Relatório Brundland), o princípio interdependência, o princípio cooperação (Heisenberg/Wilson/Swimme/Morin/Capra) e o princípio prevenção/precaução (Carta do Rio de Janeiro de 1992 da ONU), o princípio compaixão (Schoppenhauer/Dalai Lama) e o princípio Terra (Lovelock e Evo Morales).

A reflexão ecológica se complexificou. Não se pode reduzi-la apenas à preservação do meio ambiente. A totalidade do sistema mundo está em jogo. Assim, surgiu uma ecologia ambiental que tem como meta a qualidade de vida; uma ecologia social que visa um modo sustentável de vida e uma sobriedade compartida (produção, distribuição, consumo e tratamento dos dejetos); uma ecologia mental que se propõe erradicar preconceitos e visões de mundo, hostis à vida e formular um novo design civilizatório, à base de princípios e de valores para uma nova forma de habitar a Casa Comum; e, por fim, uma ecologia integral que se dá conta que a Terra é parte de um universo em evolução e que devemos viver em harmonia com o Todo, uno, complexo e perpassado de energias que sustentam a vitalidade da Terra e carregado de propósito.

Criou-se, destarte uma grelha teórica, capaz de orientar o pensamento e as práticas amigáveis à vida. Então, se torna evidente que a ecologia mais que uma técnica de gerenciamento de bens e serviços escassos representa uma arte, uma nova forma de relacionamento com a vida, a natureza e a Terra e a descoberta da missão do ser humano no processo cosmogênico e no conjunto dos seres: cuidar e preservar.

Por todas as partes do mundo, surgiram movimentos, instituições, organismos, ONGs, centro de pesquisa, cada qual com sua singularidade: quem se preocupa com as florestas, quem com os oceanos, quem com a preservação da biodiversidade, quem com as espécies em extinção, quem com os ecossistemas tão diversos, quem com as águas e os solos, quem com as sementes e a produção orgânica. Dentre todos estes movimentos cabe enfatizar o Greenpeace pela persistência e coragem de enfrentar, sob riscos, aqueles que ameaçam a vida e o equilíbrio da Mãe Terra.
A própria ONU criou uma série de instituições que visam acompanhar o estado da Terra. As principais são o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a FAO (Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura), a OMS (Organização Mundial para a Saúde), a Convenção sobre a Biodiversidade e especialmente o IPPC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas) entre outras tantas.

Esta Grande Transformação da consciência opera uma complicada travessia, necessária para fundar um novo paradigma, capaz de transformar a eventual tragédia ecológico-social numa crise de passagem que nos permitirá um salto de qualidade rumo a um patamar mais alto de relação amistosa, harmoniosa e cooperativa entre Terra e Humanidade. Se não assumirmos esta tarefa o futuro comum estará ameaçado.

Leonardo Boff , é teólogo, filósofo e escritor.

Fonte: Correio do Brasil

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Animais Silvestres: uma séria preocupação ambiental no Brasil



Estudos comprovam que o Brasil é o mais rico em meio aos 17 países de Megadiversidade, ou seja, que juntos detêm 70% das espécies do planeta. Resumindo: nosso país está em primeiro lugar em diversidade de fauna e flora.


Mas essa riqueza representa preocupação para ambientalistas e organizações de proteção à biodiversidade, principalmente no que diz respeito à fauna silvestre, devido às investidas criminosas realizadas pelo tráfico desses animais. 


A Lei 9.605/98, nova lei de Crimes Ambientais, define nos seu Artigo 29, Parágrafo 3º, o que é, de forma bem clara, animal silvestre: "são espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras". Porém, para que essa lei seja seguida e possa ser praticada com o devido rigor, se faz necessário a participação da sociedade vigiando, denunciando, se engajando em campanhas para chamar a atenção da fiscalização contribuindo, assim, para aplicação da lei e com isso proteger nossa fauna e flora de maneira consistente. 
 

Todos, ou a maioria, estão sempre contribuindo para a proteção de cães, gatos e outros animais domésticos, aqueles criados em casa, que não são animais silvestres. Sabe-se que a lei não permite a criação de animais silvestres em casa. Eles devem viver soltos, na natureza, que é o verdadeiro lar, o verdadeiro habitat, onde podem se reproduzir e dar continuidade à vida e à preservação de suas espécies. Por isso, se podemos proteger animais domésticos, vamos, também, contribuir para a proteção dos animais silvestres, para que possam viver e embelezar a natureza e as nossas vidas, não esquecendo a flora silvestre, sem a qual esses animais não conseguirão sobreviver.


A fauna e a flora, junto com outros recursos, cumprem um papel importantíssimo no ecossistema, o que as torna indispensáveis para que ele possa estar sempre equilibrado. Do equilíbrio entre esses fatores surge a harmonia ambiental responsável pela conservação da vida em nossa biosfera. Todas as espécies existentes no planeta devem ser preservadas. A falta de uma delas contribui para a alteração da dinâmica do sistema. Fauna silvestre é a “vida natural em liberdade”. Vamos preservar. A vida no planeta agradece.