O aquecimento das águas está devastando a grande barreira de corais da Austrália
quinta-feira, 17 de março de 2011
Recifes de corais podem sumir dos mares
Segundo estudo feito por 25 institutos internacionais, 60% desses delicados ecossistemas estão em médio ou alto risco de extinção
AMEAÇADOS
O aquecimento das águas está devastando a grande barreira de corais da Austrália
O aquecimento das águas está devastando a grande barreira de corais da Austrália
No mundo inteiro os recifes de corais estão em sério risco de desaparecer do fundo dos oceanos. Causa: aquecimento global. As águas dos oceanos estão cada vez mais quentes e prejudicam o desenvolvimento dessas formas de vida que contribuem e muito para o equilíbrio do ecossistema terrestre.
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Tão importantes para os oceanos quanto as florestas tropicais para os continentes, os corais correm sério risco de extinção. A situação já é considerada grave para 60% deles. A afirmação foi feita por um conjunto de mais de 25 organizações internacionais, que lançaram a análise mais completa em escala global sobre esses organismos. Batizado de “Reefs at Risk” (“Recifes em Risco”), o estudo estima ainda que em 2050 todas as estruturas desse tipo estarão seriamente ameaçadas.
Entre as causas da destruição está um dos maiores vilões ecológicos dos últimos tempos: o aquecimento global. A elevação da temperatura das águas do mar em apenas um grau pode matar as algas zooxantelas, que dão cor aos corais, o que deixa sua estrutura transparente e revela o esqueleto de calcário (leia quadro). Apesar de não morrerem, esses seres ficam extremamente enfraquecidos e expostos a doenças. Para se ter uma ideia, em 1998, os fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña mataram 16% desses organismos no mundo.
Outras causas da destruição dos corais são a poluição, a pesca sem controle e a ocupação do litoral, fatores que tendem a se agravar com o desenvolvimento econômico. Mas, segundo o cientista marinho sênior do instituto The Nature Conservancy (TNC), Mark Spalding, um dos responsáveis pelo estudo, a salvação pode estar justamente no uso dos corais como fonte de renda. “Não há razão para que o desenvolvimento econômico gere a perda dos recifes, muito pelo contrário. Essas estruturas são extremamente valiosas economicamente – para alimentação, turismo e proteção da costa – e a nossa maior falha tem sido ignorar esse valor ao estimular o desenvolvimento”, defende.
No Brasil, a situação também não é animadora. De acordo com o estudo do TNC, cerca de 30% dos recifes do Oceano Atlântico enfrentam alto risco de extinção. Em 2050, a tendência é que esse percentual suba para 85%. Para determinar exatamente como os recifes brasileiros estão sendo afetados pelas mudanças globais, estudiosos de diversos institutos nacionais formaram o consórcio Coral Vivo em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.
O coordenador do grupo, professor Clóvis Castro, estima que só há uma alternativa para reverter o quadro de destruição nas águas do País. “Precisamos investir no turismo de visitação e tornar essa alternativa economicamente viável. É importante fazer com que os corais tenham mais valor vivos do que mortos”, afirma. Resta agora convencer governo, iniciativa privada e comunidades a investir pesado na ideia, antes que seja tarde demais.
Fonte: Revista ISTOÉ
quarta-feira, 16 de março de 2011
O “Em VErDe noVo” completa dois anos
Em março de 2009 este blog entrou no ar com um artigo que nada tinha a ver com ecologia. Era um texto (http://emverdenovo.blogspot.com/2009/03/o-ilicito-condena-o-ilicito.html) criticando a mídia brasileira, a qual atacava, como quase sempre o faz, os movimentos populares que reivindicam um lugar ao sol para o trabalhador.
Hoje, dois anos depois, comemora o seu aniversário com tristeza em virtude dos últimos acontecimentos que envolvem os fenômenos da natureza. Afinal, o maremoto que atingiu o Japão, consequência de um terremoto submarino de grandes proporções, entristeceu e preocupou todo o planeta.
É muito importante procurar entender o que acontece com a nossa biosfera. O porquê de tantas catástrofes estarem acontecendo nos últimos tempos. Alguns dizem que sempre foi assim, que o fato de a mídia poder noticiar com mais velocidade, dá a sensação de um aumento na frequência dos acontecimentos. É até possível, mas o que realmente se pode constatar é que as tragédias estão aí e é impossível negar essa alta-frequência.
O Tsunami recente, no Japão, assustou a todos no planeta e, com o agravamento provocado pelo acidente nos reatores das usinas nucleares em Fukushima, todas as nações foram levadas a uma reflexão sobre a segurança na utilização da energia gerada por usinas atômicas. É possível notar que a Europa e a Ásia são uma bomba atômica em potencial, já que possuem, juntas, mais de 200 usinas nucleares geradoras de energia. Isso levou a primeira ministra alemã, Angela Merkel, a congelar projetos de novas usinas e fechar outras em seu país. O que já é um grande avanço que provavelmente será seguido por outras nações da comunidade.
O mundo vive a expectativa de uma nova mentalidade em relação ao futuro do planeta. Não é pessimismo, mas se as coisas continuarem nesse ritmo apocalíptico – terremotos, tsunamis, aquecimento global, derretimento de geleiras –, será que esse imenso organismo, que navega no cosmos e que nos leva como passageiros, suportará todas essas catástrofes por mais tempo?
O Em VErDe noVo completa seus dois anos agradecendo aos internautas que constantemente visitam esta página e convida para mais uma reflexão sobre o que se faz para a preservação da natureza, esperando novas visitas e comentários. Vamos gerar discussões e tentar encontrar saídas para o impasse ambiental a que chegou a humanidade. Afinal, desde o período Antropoceno, época em que o homem começa a adaptar o ambiente às suas necessidades – aproximadamente século XVIII –, mudanças significativas aconteceram no planeta e não para melhor.
Hoje, dois anos depois, comemora o seu aniversário com tristeza em virtude dos últimos acontecimentos que envolvem os fenômenos da natureza. Afinal, o maremoto que atingiu o Japão, consequência de um terremoto submarino de grandes proporções, entristeceu e preocupou todo o planeta.
É muito importante procurar entender o que acontece com a nossa biosfera. O porquê de tantas catástrofes estarem acontecendo nos últimos tempos. Alguns dizem que sempre foi assim, que o fato de a mídia poder noticiar com mais velocidade, dá a sensação de um aumento na frequência dos acontecimentos. É até possível, mas o que realmente se pode constatar é que as tragédias estão aí e é impossível negar essa alta-frequência.
O Tsunami recente, no Japão, assustou a todos no planeta e, com o agravamento provocado pelo acidente nos reatores das usinas nucleares em Fukushima, todas as nações foram levadas a uma reflexão sobre a segurança na utilização da energia gerada por usinas atômicas. É possível notar que a Europa e a Ásia são uma bomba atômica em potencial, já que possuem, juntas, mais de 200 usinas nucleares geradoras de energia. Isso levou a primeira ministra alemã, Angela Merkel, a congelar projetos de novas usinas e fechar outras em seu país. O que já é um grande avanço que provavelmente será seguido por outras nações da comunidade.
O mundo vive a expectativa de uma nova mentalidade em relação ao futuro do planeta. Não é pessimismo, mas se as coisas continuarem nesse ritmo apocalíptico – terremotos, tsunamis, aquecimento global, derretimento de geleiras –, será que esse imenso organismo, que navega no cosmos e que nos leva como passageiros, suportará todas essas catástrofes por mais tempo?
O Em VErDe noVo completa seus dois anos agradecendo aos internautas que constantemente visitam esta página e convida para mais uma reflexão sobre o que se faz para a preservação da natureza, esperando novas visitas e comentários. Vamos gerar discussões e tentar encontrar saídas para o impasse ambiental a que chegou a humanidade. Afinal, desde o período Antropoceno, época em que o homem começa a adaptar o ambiente às suas necessidades – aproximadamente século XVIII –, mudanças significativas aconteceram no planeta e não para melhor.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Compre com sustentabilidade e ajude na preservação
É possível comprar com consciência. Veja dicas
Logo no início da edição deste blog, quase dois anos atrás, apresentamos dicas para ser sustentável. Hoje, com a mesma preocupação, trazemos mais dicas de sustentabilidade, mas, agora, em relação ao consumismo. Afinal, consumismo inconsciente gera muito lixo já que acabamos por descartar o que não é biodegradável nos lixões gerando mais poluição.
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É claro que não estamos falando do consumismo doentio que, infelizmente, muitas pessoas fazem. Mas o ato de comprar coisas novas não precisa ser considerado uma traição ao meio ambiente, ideias simples sobre como escolher os novos itens e boas decisões sobre o que fazer com os itens antigos são a chave para o consumo equilibrado.
Você pode comprar móveis novos, por exemplo, que tenham o selo que garante o uso de madeira reflorestada. Dessa forma terá um móvel do seu gosto e contribuirá com uma empresa que renova nossas reservas florestais. O móvel antigo você pode vender em sites, ou ainda clicar aqui e se informar sobre doações para o exército da salvação. Só não pense em descartar móveis em qualquer lugar, lembre-se que um sofá velho é muito melhor do que dormir no chão, para quem não tem opção.
Quanto aos aparelhos que consomem energia elétrica, sempre é melhor escolher os que fazem mais usando menos. Com isso, além de ajudar o planeta você vai ter uma boa economia na conta no fim do mês. E a regra quanto ao descarte também vale, quase sempre é possível vender o aparelho antigo e quando o valor de mercado for baixo demais, doar ou enviar para reciclagem de eletrônicos é a melhor solução.
Existem também as pilhas e baterias. Nesse caso as melhores são as alcalinas, que não levam metais pesado em sua fórmula, e acima de tudo prefira as recarregáveis. E para o descarte procure sempre uma loja que faça a coleta (o fabricante deve passar a localização via SAC) – geralmente hipermercados e bancos tem recipientes para isso.
Essas precauções na hora de comprar (e descartar) produtos ajudam o ambiente e você não precisa parar de comprar, o que é preciso é consciência.
E então, você tem alguma outra dica?
Fonte: eco4planet
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