quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Mulheres são fundamentais na superação da crise internacional
O Sociólogo francês Alain Touraine, afirma que as mulheres são agentes fundamentais no processo de transformação social e que a ecologia é fator de sobrevivência para a humanidade. Além disso, declarou que os direitos humanos são fortalecimento do indivíduo perante a força do capital.
Em palestra recente em São Paulo, durante encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), o acadêmico ressaltou que defender os direitos humanos, a ecologia e o feminismo, é fundamental para a superação da crise atual e que as mulheres precisam “acordar” para a importância que têm em todo esse processo.
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As mulheres ainda não se deram conta da importância que têm para a superação da crise mundial, na opinião do sociólogo francês Alain Touraine. O professor da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris (Ehess, a sigla em francês) e doutor honoris causa de diversas instituições em todo o mundo fez palestra em encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa).
Para Touraine, a crise mundial é um reflexo do "triunfo” do capital financeiro sobre os valores sociais. “Não há reformas sociais que possam resistir a esse mundo financeiro globalizado”. Por isso, ele acredita que a superação da turbulência atual será possível por meio de três bandeiras: a defesa dos direitos humanos, da ecologia e do feminismo.
Nesse contexto, o sociólogo destaca que as mulheres “têm que ser os agentes principais da transformação social”. Ele ressalva que elas ainda não se deram conta da importância que têm no processo de estabelecer um sistema mais voltado para as necessidades dos indivíduos.
Os direitos humanos são, para Touraine, o fortalecimento dos indivíduos em oposição à força do capital. Ele vê esse movimento como pessoas que dizem: “Quero defender o respeito à minha dignidade” e “não aceitam ser humilhados e humilhadas”. A ecologia é, na avaliação do sociólogo, uma questão de sobrevivência. Caso não haja mudança no modo como a produção é conduzida no planeta, a sobrevivência da espécia humana está ameaçada.
O Brasil também se destaca nesse cenário de “reintegração”social, segundo Touraine. Para ele, o país é um dos poucos latino–americanos com capacidade de construção simbólica. “Os brasileiros estão gerando constantemente uma cultura nova, inclusive para o Brasil”.
Esses símbolos são fundamentais, de acordo com Touraine, para o fortalecimento das sociedades. Ele afirma que os cidadãos latino–americanos estão afastados das decisões políticas em seus países. Nessas nações, o acadêmico diz que o poder está concentrado no Estado e nas grandes instituições, enquanto a sociedade está enfraquecida.
Na avaliação de Alain Touraine, apenas quando o Brasil e os outros países da região forem capazes de ter “atores” e peso intelectual e cultural, poderão mudar a situação política atual. “O que falta a todos os países, e especialmente ao Brasil, é a capacidade de ter atores”, ressaltou.
Fonte: Agência Brasil
Em palestra recente em São Paulo, durante encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), o acadêmico ressaltou que defender os direitos humanos, a ecologia e o feminismo, é fundamental para a superação da crise atual e que as mulheres precisam “acordar” para a importância que têm em todo esse processo.
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As mulheres ainda não se deram conta da importância que têm para a superação da crise mundial, na opinião do sociólogo francês Alain Touraine. O professor da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris (Ehess, a sigla em francês) e doutor honoris causa de diversas instituições em todo o mundo fez palestra em encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa).
Para Touraine, a crise mundial é um reflexo do "triunfo” do capital financeiro sobre os valores sociais. “Não há reformas sociais que possam resistir a esse mundo financeiro globalizado”. Por isso, ele acredita que a superação da turbulência atual será possível por meio de três bandeiras: a defesa dos direitos humanos, da ecologia e do feminismo.
Nesse contexto, o sociólogo destaca que as mulheres “têm que ser os agentes principais da transformação social”. Ele ressalva que elas ainda não se deram conta da importância que têm no processo de estabelecer um sistema mais voltado para as necessidades dos indivíduos.
Os direitos humanos são, para Touraine, o fortalecimento dos indivíduos em oposição à força do capital. Ele vê esse movimento como pessoas que dizem: “Quero defender o respeito à minha dignidade” e “não aceitam ser humilhados e humilhadas”. A ecologia é, na avaliação do sociólogo, uma questão de sobrevivência. Caso não haja mudança no modo como a produção é conduzida no planeta, a sobrevivência da espécia humana está ameaçada.
O Brasil também se destaca nesse cenário de “reintegração”social, segundo Touraine. Para ele, o país é um dos poucos latino–americanos com capacidade de construção simbólica. “Os brasileiros estão gerando constantemente uma cultura nova, inclusive para o Brasil”.
Esses símbolos são fundamentais, de acordo com Touraine, para o fortalecimento das sociedades. Ele afirma que os cidadãos latino–americanos estão afastados das decisões políticas em seus países. Nessas nações, o acadêmico diz que o poder está concentrado no Estado e nas grandes instituições, enquanto a sociedade está enfraquecida.
Na avaliação de Alain Touraine, apenas quando o Brasil e os outros países da região forem capazes de ter “atores” e peso intelectual e cultural, poderão mudar a situação política atual. “O que falta a todos os países, e especialmente ao Brasil, é a capacidade de ter atores”, ressaltou.
Fonte: Agência Brasil
O verão se aproxima e traz consigo as queimadas
Salvador, cidade tropical, e por isso muito quente, já sente as consequências da chegada da estação do calor
Sempre que o tempo esquenta é possível notar o crescente número de queimadas, não só na zona rural, mas, também, nos grandes aglomerados urbanos. Salvador não fica de fora e já foi “atacada” por incêndios, como os de ontem no bairro do Imbuí e no Vale do Ogunjá.
Incêndios pequenos, mas que podem se transformar em grandes tragédias se não forem controlados a tempo. O do Imbuí destruiu dois barracos e ninguém saiu ferido. O do Ogunjá não trouxe maiores conseqüências em termos de danos materiais ou pessoais.
Um dos grandes e sérios problemas das queimadas – além de por em alto risco a vida das pessoas, da fauna e da flora – está na emissão de gases de efeito estufa, como o CO2, ocasionando o aumento da temperatura. E isso já vem ocorrendo em várias partes do planeta e Salvador, foco desse artigo, não fica atrás quando se fala em calor.
Já é possível sentir os efeitos da falta de chuva na cidade, da chegada do calor e dos perigos que isso pode trazer; a exemplo das queimadas. Cabe a cada cidadão a missão de vigilância e denúncia imediata sobre focos de incêndio para que sejam logo debelados e todos possam se locomover com tranquilidade e segurança.
Corpo de Bombeiros: 193
Se houver vítimas, Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU: 192
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Arroz alimenta metade da humanidade
Das oito mil variedades de arroz existentes no mundo, o integral é o mais nutritivo
No processamento industrial o arroz perde 75% dos nutrientes contidos no endosperma como óleos, proteínas, hidratos de carbono, vitaminas A, B1, B2, B6, B12, ácido pantotênico, dentre outros. Todos esses nutrientes são perdidos no processamento e são incorporados ao farelo que alimenta animais. O resultado é que até os porcos acabem sendo mais bem alimentados que o ser humano. O farelo combate o excesso de colesterol e elimina as toxinas.
Existem 8.000 variedades de arroz e as pessoas que estão habituadas a comer o grão conhecem pouquíssimas. Dentre elas podem ser ressaltadas as mais populares:
• Basmati – arroz aromático e de sabor aproximado ao da noz, com textura leve e delicada.
• Arbório – grão longo, aromático e de textura suave. Pode ser encontrado branco ou integral.
• Arroz vermelho do Butão – vermelho, sabor forte de noz e é cultivado nos Himalaias.
Recentemente pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que algumas propriedades do arroz integral podem diminuir as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade.
O grupo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP passou oito anos estudando as propriedades nutricionais de todas as variações do arroz (polido, integral, parboilizado, preto e vermelho) para chegar às últimas descobertas, divulgadas no dia 28 de outubro.
De acordo com esses resultados, o arroz integral é o único que conserva os chamados compostos bioativos, que são aqueles que têm atividades sobre organismos vivos. No caso do arroz, já foram confirmados pelo menos dois tipos de atividades: antioxidante e hipocolesterolêmica (reduz a taxa de colesterol no sangue).
Um dos compostos responsáveis por essas atividades é o orizanol, substância própria do arroz, que possui as duas propriedades. Além dele, a vitamina E e os compostos fenólicos apresentam atividade antioxidante, capazes de evitar o estresse oxidativo no organismo, relacionado a problemas cardiovasculares, câncer e inflamações, isto é, a doenças crônico-degenerativas não transmissíveis, em geral.
Segundo a professora Ursula Lanfer Marquez, coordenadora da linha de pesquisa Características nutricionais e propriedades funcionais do arroz, outros tipos de arroz, como o preto e o vermelho, apresentam uma atividade antioxidante ainda maior do que a do arroz integral.
A equipe pretende agora incentivar o consumo de cereais integrais não-trigo, determinar as quantidades de ingestão mínima de arroz integral para que haja efeito sobre o organismo e tentar estabelecer um reconhecimento formal de todas as propriedades benéficas do arroz.
Essa é uma forma de o Em VErDe noVo contribuir para uma saúde melhor. Coma arroz integral seu organismo agradece.
Parte desse artigo foi teve como fonte: EcoD
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ecologistas uni-vos!
Está na hora de criar uma consciência ecológica partindo de pequenas atitudes que podem ajudar a salvar o planeta. Fechar a torneira na hora de escovar os dentes pode ser uma dessas atitudes. Desligar a luz quando sair de um ambiente da casa, também. O site EcoBook chegou para orientar e difundir a luta por uma Terra melhor, mais sadia.
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Numa altura em que tanto a Web social como a ecologia estão na ordem do dia, um grupo de sociólogos, politólogos e profissionais da comunicação da Costa-Rica resolveram colocar a primeira ao serviço da segunda e criar o EcoBook.
A rede social pede aos membros que se comprometam a ajudar a salvar o planeta… através de pequenos gestos diários, onde se incluem, por exemplo, a poupança de água e energia, redução das emissões de CO2, reciclagem, consumo responsável ou mesmo a expressão artística.
Cada um deverá estabelecer as suas metas pessoas em cada um destes âmbitos e assinar com o resto da comunidade um "pacto para a vida", através do site, que também promove o intercâmbio das experiências e oferece um centro de informação com documentos técnicos em matéria de ambiente.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Show de rock também pode gerar sustentabilidade
A edição do “Rock in Rio” 2011 marcada para 23, 24 e 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, já está confirmada e será sediada na Cidade do Rock na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O festival, que tem a tradição de reunir várias bandas nacionais e internacionais, mais uma vez aborda o Projeto Por Um Mundo Melhor, e vai destinar 5% da receita, com a venda dos ingressos, para ajudar na geração de projetos socioambientais.
Será que vai ser diferente do SWU, que prometeu cooperação com projetos de natureza ambiental e não cumpriu o compromisso? Afinal, como o Rock in Rio nunca levantou a bandeira ecológica, vamos esperar que o resultado seja positivo.
Desde o seu lançamento, em 2001, o festival sempre se empenhou com as causas sociais. Reunindo todas as edições, já foi possível arrecadar cerca de 11 milhões de reais, o que gerou investimentos em construção de salas de aula e compra de equipamentos para instituições sociais direcionadas para jovens e adolescentes. Só no primeiro ano, foi arrecadado o suficiente para 3.200 jovens entre 17 e 29 anos, terminassem os estudos em 100 salas de aula construídas em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Assim foi também em Portugal, com a instalação de painéis solares em escolas que ganharam o concurso “Rock in Rio Escola Solar” que incentivou os jovens portugueses a desenvolver projetos nas suas comunidades, para conscientizar as pessoas no combate às alterações climáticas.
A organização do festival promete plantar árvores para compensar a emissão de gases de efeito estufa gerada pela produção do evento, incentivos ao uso de transporte público – metade das emissões do festival vem do deslocamento – além de muitas outras ações no campo socioambiental.
A programação será confirmada em novembro desse ano, quando os ingressos estarão à venda no site oficial do Rock in Rio (inteira R$ 190,00).
Um bom exemplo para outros eventos do gênero que são levados ao público durante o verão. O comprometimento com as causas ambientais não só está em voga, mas deve povoar, também, o pensamento dos produtores, pois a quantidade de espectadores que vão a esse tipo de evento – a maioria jovens – necessita e muito dessa conscientização. A natureza agradece.
Fonte: EcoD
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Dicas sobre o que é reciclagem
Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. É o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.
Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão foi rejeitado.
O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.
Fonte: Portal da Reciclagem
Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão foi rejeitado.
O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.
Fonte: Portal da Reciclagem
domingo, 24 de outubro de 2010
Reciclar com consciência é preciso
A reciclagem é importante, mas não devemos transformar lixo em lixo
O estrondoso desenvolvimento social e econômico percebido nos últimos tempos, faz pensar em como enfrentar os problemas gerados por esse mesmo desenvolvimento. Um deles é o desequilíbrio ambiental.
Na busca desenfreada pelo consumo, populações, principalmente as mais desenvolvidas, provocam danos irreparáveis ao meio ambiente. O consumo exagerado dos recursos naturais, o descarte dos produtos não mais utilizados, sem que sejam levados a um destino correto, agridem ainda mais o ecossistema do planeta, que já pede socorro.
Pesquisas recentes afirmam que um único habitante de um país rico consome praticamente o mesmo que 25 habitantes de um país em desenvolvimento, ou emergente. Isso faz com que as nações passem a ter uma maior preocupação em avaliar suas políticas de crescimento social, tornando mais comum a utilização de termos como desenvolvimento sustentável, eco-eficiência, dentre outros.
O Brasil
Com uma produção aproximada de 100 milhões de toneladas anuais de lixo – 40 milhões só de lixo domiciliar –, o Brasil já começa a sentir os efeitos do crescimento desordenado – aumento populacional, mais indústrias, urbanização desordenada etc. Até o aumento da renda da população brasileira contribuiu, e muito, para o crescimento da quantidade de lixo nos aterros sanitários. A explosão do consumo é fator preponderante para a poluição do ecossistema. Mais dinheiro, mais compras, mais lixo.
A reciclagem consciente
A reciclagem consciente
Para enfrentar esse problema, que só cresce, se faz necessária a conscientização da reciclagem. Mas isso começa pela coleta que deve ser diferenciada. Resíduos sólidos, como plásticos, madeira, aço, alumínio, papel etc., e orgânicos devem ser separados na hora do descarte, pois os sólidos que forem contaminados com dejetos orgânicos não devem ser reciclados.
A reciclagem gera resultados altamente benéficos, como a infinita utilização da matéria prima e preservação dos aterros sanitários, onde devem ficar apenas os que se decompõem rapidamente. Além disso, vem a geração de emprego, a consciência ecológica e, principalmente, a minimização de gastos com saúde pública.
O mais importante de tudo isso é a reciclagem consciente, não transformar lixo em mais lixo. O plástico, por exemplo, por ser reciclável, pode perfeitamente voltar a ser utilizado da mesma foram que a origem – copo plástico pode voltar a ser copo plástico. Utiliza-se embalagens de garrafa pet para fazer brinquedos, peças de decoração e até sofás e “puffs”; tudo muito bonito e em alguns casos de bom gosto, mas não passam de produtos que logo voltarão a ser lixo sem que tenham passado, realmente, por um processo de reciclagem. Um brinquedinho desses tem pouca vida útil e logo será descartado em algum lixão gerando mais poluição. O mesmo certamente acontecerá com as latinhas de alumínio e seus lacres etc.
Portanto, é necessário a consciência de como reciclar, ter os cuidados necessários para que o bem estar da população seja sempre respeitado. O respeito a essas ideias, possibilitará a garantia de um futuro mais limpo e solidário para o planeta.
sábado, 23 de outubro de 2010
Poluição luminosa “apaga” as estrelas e desequilibra os ecossistemas das cidades
A cada dia somos surpreendidos com problemas causados pelo "desenvolvimento" proveniente da "civilização(?)". O excesso de luz à noite já começa a "mostrar as garras" gerando mais questionamentos sobre a evolução humana e aonde vamos parar com tanta falta de zelo com o ambiente em que vivemos.
A reportagem a seguir, mostra os males que o exagero de luz à noite é capaz de causar à vida no planeta.
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Na foto ao lado criadores do Stellarium
ranquearam os níveis de visibilidade
de estrelas no céu
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Há quanto tempo você não para e contempla demoradamente um céu estrelado? Pense um pouco e reflita qual foi a última vez que você contou estrelas ou tentou identificar as constelações em uma noite escura. Ou melhor, pergunte a alguma criança se alguma vez na vida ela já viu uma estrela cadente. Cada vez mais, cenas como essas tem sido vistas apenas em filmes, novelas e comerciais de TV.
Com a evolução das cidades o homem tem se afastado do contato com a natureza e coisas banais. Olhar para o céu, se tornou algo distante da nossa rotina. Mas não pense que a culpa é exclusiva do nosso estilo de vida moderno. Além da correria do dia a dia e do excesso de espaços fechados, outro problema tem feito com que as pessoas não enxerguem mais tantas estrelas no céu: a poluição luminosa das grandes cidades.
Qualquer um pode perceber esse fenômeno. Basta olhar de longe para um centro urbano para ver um clarão laranja envolvendo a cidade. Esse é um sinal do excesso de lâmpadas de vapor de sódio presentes por ali.
Esse brilho no céu, causado pelo excesso de luzes direcionadas para cima, é o grande responsável pelo ofuscamento das estrelas que estão mais próximas ou um pouco acima da linha do horizonte.
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Céu noturno na cidade do Novo México é exemplo do fenômeno
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Os impactos desse excesso de luminosidade é sentido em todo o planeta, especialmente nas regiões ocupadas por grandes metrópoles. Segundo o engenheiro de energia Saulo Gargaglioni, uma estimativa aponta que cerca de 1/5 da população mundial, mais de 2/3 da população dos EUA e mais da metade da população da União Europeia perderam a visibilidade a olho nu da Via Láctea.
Uma avaliação feita em Madri, nas Espanha, revelou que a poluição luminosa causada pelas luzes da cidade poderia ser sentida em um raio de 100 km. Toda a área do sul da Inglaterra, Holanda, Bélgica, Alemanha Ocidental e norte da França têm um brilho noturno entre duas e quatro vezes acima do normal. O único lugar na Europa continental onde o céu pode alcançar sua escuridão natural é no norte da Escandinávia.
Com isso, o céu das cidades tem se tornado ambientes cada dia mais “apagados” e seus moradores, cada vez mais distantes da natureza.
Impactos
E quem pensa que o problema se restringe à perda da beleza de uma noite estrelada, se engana. O excesso de luz artificial pode trazer diversos problemas para a saúde dos seres humanos e ainda causar um desequilíbrio da flora e fauna local.
Estudos apontam que a exposição à luz durante a noite pode aumentar o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de mama. Isso ocorre devido à supressão da luz noturna sobre a glândula pineal, reduzindo a produção do hormônio melatonina.
Esse hormônio só é sintetizado no escuro e sua produção é inversamente proporcional às exposições ambientais de luz. Por isso, sua redução tem sido altamente correlacionada com o aumento do risco da doença.
A invasão de luz nas casas devido a locais com alta iluminação noturna, como lojas e shoppings, também pode prejudicar a qualidade do sono das pessoas, levando ao estresse, insônia e outros transtornos. Motoristas podem ter sua capacidade visual reduzida por alterações bruscas de ambientes claros para escuros e vice-versa.
O excesso de iluminação noturna também pode afetar a reprodução, migração e comunicação de espécies, como aves e répteis diurnos, que caçam somente durante a noite. Pássaros atraídos pela luz dos prédios, torres de transmissão, monumentos e outras construções, voam sem cessar em torno da luz até caírem de cansaço ou pelo impacto com alguma superfície.
A iluminação artificial nas praias também pode ocasionar a desorientação de filhotes de tartarugas marinhas ao saírem dos ninhos. Normalmente, os filhotes movem-se no sentido contrário aos ambientes escuros, em direção ao oceano. Com a presença de luzes artificiais na praia, os filhotes não conseguem diferenciar os ambientes e acabam desorientados.
Até as plantas sofrem com o fenômeno. Pesquisas mostram que algumas espécies não florescem se a duração da noite é mais curta do que o período normal, enquanto outras florescem prematuramente.
Para completar o quadro, ainda existem consequências econômicas para o fenômeno. Pesquisadores norte-americanos estimam um desperdício anual de dois bilhões de dólares com iluminação ineficiente. Outro estudo mostra que um aumento de 25% na iluminação noturna, ocasiona uma perda de quase 20 milhões de dólares para a astronomia.
Planejamento e controle são as soluções
Para Gargaglioni, todas essas consequências são resultado do mau planejamento dos sistemas de iluminação. “A visibilidade do céu noturno tem sido prejudicada não só pelas luminárias das vias públicas, mas também pela iluminação ineficiente de estádios de futebol, outdoors, monumentos e fachadas de prédios”, afirma.
E para evitar a poluição, bastam alguns cuidados simples. Segundo o arquiteto Eduardo Ribeiro dos Santos, o problema pode ser controlado pelo direcionamento correto das fontes de luz, controle do ofuscamento e utilização correta das lâmpadas que podem reduzir a poluição ao mínimo.
Políticas públicas voltadas para o combate ao problema também tem sido adotadas em diversos países. Em junho de 2009, a Associação Médica dos Estados Unidos desenvolveu uma política de apoio ao controle da poluição luminosa.
No Brasil, a legislação atual ainda é muito desconhecida e pouco abrangente. As poucas leis que tratam do assunto se referem apenas a áreas de desovas de tartarugas ou de observatórios espaciais.
“Iluminar bem não é iluminar em excesso, e sim, com eficiência, e os profissionais e a comunidade em geral devem ser alertados para isso”, conclui Gargaglioni.
Fonte: EcoD
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Censo encontra novas epécies de vida no mar
A acantharians é um dos quatro tipos de amebas grandes que ocorrem
em alto mar. Seu frágil esqueleto é feito de um único cristal de sulfato
de estrôncio, que se dissolve na água quando ela morre.
Mais de dois mil cientistas de 80 países fazem um censo da vida marinha e encontram mais de cinco mil novas formas de vida no fundo do mar. E é posivel a existência de um número muito maior dessas criaturas nos mares do planeta.
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O Censo Mundial da Vida Marinha tem quatro projetos de campo focando em vidas difíceis de serem observadas, como pequenos micróbios, zooplânctons e larvas.
Pequenas isoladamente, essas formas de vida são massivas como grupos e fornecem alimento que mantém criaturas maiores.
"Os cientistas estão descobrindo e descrevendo um impressionante novo mundo de biodiversidade marinha microscópica, e padrões abundantes de distribuição e mudanças sazonais”, disse Mitch Sogin do Marine Biological Laboratory em Woods Hole, Massachusetts, líder do Censo Internacional de Micróbios Marinhos.
O Censo da Vida Marinha, apresentado em 4 de outubro, em Londres, envolveu mais de dois mil cientistas de mais de 80 países.
O censo de uma década descobriu mais de cinco mil novas formas de vida marinha. Pesquisadores acreditam que haveria diversas vezes esse número de criaturas ainda não encontradas.
Atualizações anteriores estavam focadas em criaturas maiores, mas agora os pesquisadores se voltaram para coisas minúsculas, algumas das quais enterradas no solo.
Fonte: site da Info
em alto mar. Seu frágil esqueleto é feito de um único cristal de sulfato
de estrôncio, que se dissolve na água quando ela morre.
Mais de dois mil cientistas de 80 países fazem um censo da vida marinha e encontram mais de cinco mil novas formas de vida no fundo do mar. E é posivel a existência de um número muito maior dessas criaturas nos mares do planeta.
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O Censo Mundial da Vida Marinha tem quatro projetos de campo focando em vidas difíceis de serem observadas, como pequenos micróbios, zooplânctons e larvas.
Pequenas isoladamente, essas formas de vida são massivas como grupos e fornecem alimento que mantém criaturas maiores.
"Os cientistas estão descobrindo e descrevendo um impressionante novo mundo de biodiversidade marinha microscópica, e padrões abundantes de distribuição e mudanças sazonais”, disse Mitch Sogin do Marine Biological Laboratory em Woods Hole, Massachusetts, líder do Censo Internacional de Micróbios Marinhos.
O Censo da Vida Marinha, apresentado em 4 de outubro, em Londres, envolveu mais de dois mil cientistas de mais de 80 países.
O censo de uma década descobriu mais de cinco mil novas formas de vida marinha. Pesquisadores acreditam que haveria diversas vezes esse número de criaturas ainda não encontradas.
Atualizações anteriores estavam focadas em criaturas maiores, mas agora os pesquisadores se voltaram para coisas minúsculas, algumas das quais enterradas no solo.
Fonte: site da Info
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A boa qualidade do solo: o segredo para uma boa agricultura
"O essencial é manter o solo vivo"
Pioneira do movimento orgânico no País, a agrônoma Ana Primavesi completou 90 anos no domingo
No domingo, dia 3, o movimento orgânico no Brasil comemorou uma data especial: uma das pioneiras na agricultura orgânica no País, Ana Primavesi, completou 90 anos. Há 68 anos, desde que se formou em agronomia, na Escola Rural de Viena, Áustria, Ana Primavesi voltou-se ao estudo da vida do solo. "Ninguém queria estudar o solo, era uma coisa inesperada naquela época", lembra ela, em entrevista concedida ao Estado na semana passada.
A simplicidade de seus pensamentos, aliada à força de suas convicções e seu conhecimento sobre a ecologia do solo, cativam qualquer ouvinte.
"Em todos esses anos cada vez mais eu percebo que a questão não é só não utilizar adubos químicos e agrotóxicos para ter uma agricultura orgânica", ensina. "O fundamental é manter o solo vivo; assim se conseguem lavouras extremamente produtivas e saudáveis", diz ela, exemplificando: "Uma planta precisa de 45 nutrientes para crescer bem, e não apenas três (nitrogênio, fósforo e potássio), como prega a agricultura convencional, que é feita sobre um solo morto."
Produtividade
Ela garante que, se o solo está vivo, saudável, é possível produzir até três a quatro vezes mais do que na agricultura convencional. Para recuperar um solo morto, porém, leva tempo. "No mínimo quatro anos", diz. É preciso, segundo Ana Primavesi, trabalhar para reagregar o solo. "E o que agrega o solo é vida - e a vida do solo, os microrganismos, precisa de comida, que é matéria orgânica, restos vegetais principalmente", ensina ela, ressaltando que, infelizmente, o agricultor está condicionado, de 4o anos para cá, a achar que a "salvação da lavoura" vem pela química. "O agricultor é lento para mudar de ideia, mas ele vai perceber que essa adubação química só mata o solo morto."
Texto do ESTADÃO
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