Fonte: Avaaz.org
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Presidente do IBAMA pede exoneração
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio-ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Abelardo Bayma, pediu exoneração do cargo por estar em desacordo com a emissão da licença definitiva para a implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que pode ser construída no rio Xingu, no Pará. No seu comunicado à ministra do Meio Ambiente Bayma alegou motivos pessoais para o pedido de demissão, mas comentou com amigos que o verdadeiro motivo foi o fato de ter sofrido pressões da diretoria da Eletronorte para emitir a licença para a implantação da usina. Funcionário de carreira da autarquia, Abelaro estava no cargo desde abril de 2010.
Nas últimas reuniões que teve com diretoria da Eletronorte, Abelardo Bayma negou a emissão da licença definitiva para a construção da usina. Ele argumentou que pendências ambientais impediam o órgão de emitir o documento. Abelardo disse ainda que o IBAMA poderia emitir a licença somente para a instalação, mas não a definitiva. Belo Monte já criou outros problema administrativos. Foi um dos motivos que levou ao pedido de demissão da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva que também discordava da implantação da usina alegando que a obra causará fortes danos ambientais na região com o alagamento de uma área de aproximadamente 500 km2.
A Amazônia possui atualmente 115 usinas termoelétricas (13 em Manaus que consomem quase 1 bilhão de litros de óleo diesel por ano) e em 2008 já emitia cerca de 3,97 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono, quase 40% mais que os seis últimos anos anteriores, estimando um custo de R$ 2,4 bilhões em 2009 podendo a chegar este ano a R$ 4,7 bilhões. Esses dados foram divulgados no Fórum de Mudanças Climáticas do Amazonas (O Eco, 29/11).
Está na hora, ou melhor, já passou da hora de se pensar em modelos alternativos de geração de energia como a captação de energia solar ou eólica. Duas formas de energia limpa sem agressão ao meio-ambiente e que podem suprir as necessidades energéticas do país em até 20% até 2020. Muito além do 1,3% de hoje e gerando cerca de 8 milhões de novos empregos. Absorvendo muito mais mão-de-obra do que poderiam as hidrelétricas. Geração de energia com sustentabilidade; o mundo clama por iniciativas como estas.
Assista ao video
Fonte: Avaaz.org
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Em 2016, Brasil dirá adeus às lâmpadas incandescentes
Uma bo notícia para quem se preocupa com a economia de energia no planeta. O Brasil sai na frente e decide acabar, de vez, com a lâmpada incandecente; aquela antiga, à base de filamento de tungstênio e que consome uma energia danada.
Podemos comemorar mais uma iniciativa em prol da economia de energia no mundo. Afinal convivemos com esse dispositivo de iluminação, esbanjador de energia, durante muitos anos e já estava na hora disso acabar. Temos lâmpadas de grande eficiência no mercado, que substituem de forma superior as incandecentes, portanto vamos ao que interessa.
_____________________________________________
Onde você estará em 2016? Talvez vendo seu filho nascer, ou comandando uma empresa gigantesca, ou simplesmente terminando a faculdade. Você também pode virar artista, mendigo, maluco, ou as três coisas de uma vez. Tudo é imprevisível, mas uma coisa nós sabemos: você estará aposentando de vez as lâmpadas incandescentes de sua casa – se você ainda morar no Brasil, ou tiver uma casa para morar e tal.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa diminuir o consumo de energia pelas clássicas e quentes lâmpadas amarelas. Com o surgimento de opções mais econômicas – e por enquanto mais caras – no mercado, a lâmpada incandescente ainda representa 80% da iluminação das casas brasileiras. Com a substituição total por lâmpadas fluorescentes, a estimativa é que o país economize 10 terawatts por hora até 2030. Viu, vale a pena.
Ainda sobre as amarelinhas, se até 2016 nenhuma solução econômica surja, as lâmpadas incandescentes serão completamente banidas do mercado brasileiro. Prevejo o fim das casas amareladas – toda e qualquer casa do Brasil terá um clima de hospital.
Fonte: UOL/Gizmodo
Podemos comemorar mais uma iniciativa em prol da economia de energia no mundo. Afinal convivemos com esse dispositivo de iluminação, esbanjador de energia, durante muitos anos e já estava na hora disso acabar. Temos lâmpadas de grande eficiência no mercado, que substituem de forma superior as incandecentes, portanto vamos ao que interessa.
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Onde você estará em 2016? Talvez vendo seu filho nascer, ou comandando uma empresa gigantesca, ou simplesmente terminando a faculdade. Você também pode virar artista, mendigo, maluco, ou as três coisas de uma vez. Tudo é imprevisível, mas uma coisa nós sabemos: você estará aposentando de vez as lâmpadas incandescentes de sua casa – se você ainda morar no Brasil, ou tiver uma casa para morar e tal.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa diminuir o consumo de energia pelas clássicas e quentes lâmpadas amarelas. Com o surgimento de opções mais econômicas – e por enquanto mais caras – no mercado, a lâmpada incandescente ainda representa 80% da iluminação das casas brasileiras. Com a substituição total por lâmpadas fluorescentes, a estimativa é que o país economize 10 terawatts por hora até 2030. Viu, vale a pena.
Ainda sobre as amarelinhas, se até 2016 nenhuma solução econômica surja, as lâmpadas incandescentes serão completamente banidas do mercado brasileiro. Prevejo o fim das casas amareladas – toda e qualquer casa do Brasil terá um clima de hospital.
Fonte: UOL/Gizmodo
sábado, 1 de janeiro de 2011
Só para descontrair no começo de 2011
Semeando a discórdia
E ele chegou calmo, sorrateiro, com aquele jeito jocoso de andar. Um jeito malandro mesmo. Pelos cinzentos escuros com listras de uma tonalidade cinza mais clara, a cabeça meio inclinada, com a orelha esquerda pendendo um pouco para baixo, malandro sim; andando enviesado, calado, naquela rua em que um silêncio sepulcral reinava absoluto. Silêncio.
Descendo a leve ladeira que contorna a praça com um lindo jardim com árvores, flores, e o solo revestido de amendoim forrageiro, onde a brisa da noite fazia as folhas e os galhos cantarem quebrando aquele silêncio.
E ele continuou a sua jornada em volta do jardim, lentamente. O silêncio continuava e nada acontecia para acabar com aquela tranquilidade. Os moradores em suas casas, naturalmente assistindo à novela das oito e nem as crianças brincavam no jardim, coisa que costumavam fazer cotidianamente.
E ele rodeando a praça, calado, andar enviesado e... parou em frente à minha varanda de onde eu o observava acreditando que ale iria aprontar alguma coisa. Olhou-me como se me cumprimentasse e seguiu seu caminho, tranquilo...
Mais adiante, parou outra vez em frente à garagem do último prédio no fim da volta do jardim, esperou um pouco e, sem mais nem menos, começou a latir desesperadamente para o outro que estava dentro do prédio e que ele nem mesmo podia ver. O outro, claro, preso em casa, indignado, revidou com latidos ainda mais fortes que os do oponente.
Como se não faltasse, depois daquele ultraje, o resto da cambada perdeu as estribeiras e danou a latir sem interrupção por longos 15 minutos para o desespero dos moradores que perderam a paz durante aqueles poucos minutos que mais pareceram uma eternidade dada a confusão criada pelo inesperado visitante.
Após criar aquela confusão o causador parou de latir, seguiu seu caminho calmamente, deixando aquela balbúrdia instalada, foi-se embora mostrando que apareceu ali apenas para semear a discórdia e que, acredito, deve ter ido alucinar semelhantes em outras paragens.
E ele chegou calmo, sorrateiro, com aquele jeito jocoso de andar. Um jeito malandro mesmo. Pelos cinzentos escuros com listras de uma tonalidade cinza mais clara, a cabeça meio inclinada, com a orelha esquerda pendendo um pouco para baixo, malandro sim; andando enviesado, calado, naquela rua em que um silêncio sepulcral reinava absoluto. Silêncio.
Descendo a leve ladeira que contorna a praça com um lindo jardim com árvores, flores, e o solo revestido de amendoim forrageiro, onde a brisa da noite fazia as folhas e os galhos cantarem quebrando aquele silêncio.
E ele continuou a sua jornada em volta do jardim, lentamente. O silêncio continuava e nada acontecia para acabar com aquela tranquilidade. Os moradores em suas casas, naturalmente assistindo à novela das oito e nem as crianças brincavam no jardim, coisa que costumavam fazer cotidianamente.
E ele rodeando a praça, calado, andar enviesado e... parou em frente à minha varanda de onde eu o observava acreditando que ale iria aprontar alguma coisa. Olhou-me como se me cumprimentasse e seguiu seu caminho, tranquilo...
Mais adiante, parou outra vez em frente à garagem do último prédio no fim da volta do jardim, esperou um pouco e, sem mais nem menos, começou a latir desesperadamente para o outro que estava dentro do prédio e que ele nem mesmo podia ver. O outro, claro, preso em casa, indignado, revidou com latidos ainda mais fortes que os do oponente.
Como se não faltasse, depois daquele ultraje, o resto da cambada perdeu as estribeiras e danou a latir sem interrupção por longos 15 minutos para o desespero dos moradores que perderam a paz durante aqueles poucos minutos que mais pareceram uma eternidade dada a confusão criada pelo inesperado visitante.
Após criar aquela confusão o causador parou de latir, seguiu seu caminho calmamente, deixando aquela balbúrdia instalada, foi-se embora mostrando que apareceu ali apenas para semear a discórdia e que, acredito, deve ter ido alucinar semelhantes em outras paragens.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Cancun traz a esperança de temperaturas amenas
Durante a Conferência do clima da ONU foi aprovado acordo que amplia o tempo de vigência do Protocolo de Kioto
Aquecimento global, a maior preocupação da humanidade nos tempos atuais, parece estar com os dias contados. Pelo menos existe a esperança, pois na última Conferência do Clima da ONU, realizada em Cancun e que terminou neste sábado, aprovou um pacote de medidas contra as mudanças climáticas.
193 países participaram das negociações que tiraram do "baú, onde estavam trancafiadas” as resoluções que colocam o mundo mais perto do acordo global para a redução das emissões de carbono – gás de efeito estufa – na atmosfera do planeta. Tudo isso resulta em grande esperança para o mundo, após o fracasso da 15ª conferência, em Copenhague, um ano atrás.
O que aconteceu em Cancun cria uma responsabilidade maior para as potências como Estados Unidos, China, e Canadá que se recusam a reduzir suas emissões e tentam deixar essa obrigação para as nações pobres e em desenvolvimento, essas últimas, as que sempre pagam a conta, o que impede o seu progresso e crescimento.
Como normalmente acontece, o pobre sempre paga a conta, mas isso pode mudar a partir de Cancun. É que os participantes da conferência conseguiram um acordo que mantém vivas as negociações para além de 2012, com a ampliação do prazo de extensão do Protocolo de Kioto, que é o único instrumento, hoje vigente, que obriga os países ricos a cortar suas emissões de gases de efeito estufa.
Evitar o aquecimento do planeta pelas emissões de gases de efeito estufa. Esse é o grande objetivo das reuniões que vêm acontecendo esses últimos anos. Fenômeno que afeta todos os setores produtivos que dependem dos agentes da natureza, além de provocar a elevação do nível das águas dos mares e dos rios. A longo prazo, isso acarretará elevação extrema da temperatura, dificuldade de acesso à água e aos alimentos, principalmente para os mais pobres e mais fracos do planeta.
Cancun traz a esperança. Vamos torcer para que os principais emissores de gases de efeito estufa acordem para os perigos do aquecimento global e comecem, urgentemente, a rever os seus conceitos relativos ao clima, garantindo, assim, o futuro que todos desejam, com o planeta mantendo uma temperatura aceitável, para que todos, hoje e no futuro, possam desfrutar dos benefícios da natureza.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O consumo de energia é uma das maiores preocupações atuais
As lâmpadas são o foco principal das autoridades mundiais para menor consumo energético
A economia de energia se tornou preocupante e mais de 40 países já estão à procura de programas dedicados a economizar. Uma das ideias é incentivar o uso de lâmpadas de baixo consumo como as eletrônicas e as fluorescentes, o que possibilitaria uma economia de bilhões de dólares.
A ONU está realizando campanha mundial para que todos troquem as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes; as que consomem menos energia. Essa atitude pode suavizar, e muito, as questões de mudanças climáticas no planeta.
As lâmpadas fluorescentes, além de consumirem menos energia, podem ser encontradas nos modelos: tubulares e as eletrônicas, essas últimas mais compactas e que podem ser enroscadas em bocais comuns. Sob as duas formas são bastante eficazes em termos de baixo consumo.
Boa parte do mundo consome energia gerada através da queima de combustíveis fósseis, que atualmente representam 8 por cento das emissões de gases de efeito estufa no mundo, afirma estudo apresentado na conferência climática que está sendo realizada pela ONU em Cancun.
A adoção dessas lâmpadas, mais eficientes, representa uma redução em dois por cento na demanda por energia para iluminação e no Brasil poderia resultar em numa economia de dois bilhões de dólares ao ano.
As lâmpadas de baixo consumo – florescentes eletrônicas – além de serem muito econômicas, têm mais duas vantagens sobre as incandescentes: duram mais – cerca de 10 mil horas – e produzem bem menos calor.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Mulheres são fundamentais na superação da crise internacional
O Sociólogo francês Alain Touraine, afirma que as mulheres são agentes fundamentais no processo de transformação social e que a ecologia é fator de sobrevivência para a humanidade. Além disso, declarou que os direitos humanos são fortalecimento do indivíduo perante a força do capital.
Em palestra recente em São Paulo, durante encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), o acadêmico ressaltou que defender os direitos humanos, a ecologia e o feminismo, é fundamental para a superação da crise atual e que as mulheres precisam “acordar” para a importância que têm em todo esse processo.
_____________________________________
As mulheres ainda não se deram conta da importância que têm para a superação da crise mundial, na opinião do sociólogo francês Alain Touraine. O professor da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris (Ehess, a sigla em francês) e doutor honoris causa de diversas instituições em todo o mundo fez palestra em encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa).
Para Touraine, a crise mundial é um reflexo do "triunfo” do capital financeiro sobre os valores sociais. “Não há reformas sociais que possam resistir a esse mundo financeiro globalizado”. Por isso, ele acredita que a superação da turbulência atual será possível por meio de três bandeiras: a defesa dos direitos humanos, da ecologia e do feminismo.
Nesse contexto, o sociólogo destaca que as mulheres “têm que ser os agentes principais da transformação social”. Ele ressalva que elas ainda não se deram conta da importância que têm no processo de estabelecer um sistema mais voltado para as necessidades dos indivíduos.
Os direitos humanos são, para Touraine, o fortalecimento dos indivíduos em oposição à força do capital. Ele vê esse movimento como pessoas que dizem: “Quero defender o respeito à minha dignidade” e “não aceitam ser humilhados e humilhadas”. A ecologia é, na avaliação do sociólogo, uma questão de sobrevivência. Caso não haja mudança no modo como a produção é conduzida no planeta, a sobrevivência da espécia humana está ameaçada.
O Brasil também se destaca nesse cenário de “reintegração”social, segundo Touraine. Para ele, o país é um dos poucos latino–americanos com capacidade de construção simbólica. “Os brasileiros estão gerando constantemente uma cultura nova, inclusive para o Brasil”.
Esses símbolos são fundamentais, de acordo com Touraine, para o fortalecimento das sociedades. Ele afirma que os cidadãos latino–americanos estão afastados das decisões políticas em seus países. Nessas nações, o acadêmico diz que o poder está concentrado no Estado e nas grandes instituições, enquanto a sociedade está enfraquecida.
Na avaliação de Alain Touraine, apenas quando o Brasil e os outros países da região forem capazes de ter “atores” e peso intelectual e cultural, poderão mudar a situação política atual. “O que falta a todos os países, e especialmente ao Brasil, é a capacidade de ter atores”, ressaltou.
Fonte: Agência Brasil
Em palestra recente em São Paulo, durante encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), o acadêmico ressaltou que defender os direitos humanos, a ecologia e o feminismo, é fundamental para a superação da crise atual e que as mulheres precisam “acordar” para a importância que têm em todo esse processo.
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As mulheres ainda não se deram conta da importância que têm para a superação da crise mundial, na opinião do sociólogo francês Alain Touraine. O professor da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris (Ehess, a sigla em francês) e doutor honoris causa de diversas instituições em todo o mundo fez palestra em encontro promovido pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa).
Para Touraine, a crise mundial é um reflexo do "triunfo” do capital financeiro sobre os valores sociais. “Não há reformas sociais que possam resistir a esse mundo financeiro globalizado”. Por isso, ele acredita que a superação da turbulência atual será possível por meio de três bandeiras: a defesa dos direitos humanos, da ecologia e do feminismo.
Nesse contexto, o sociólogo destaca que as mulheres “têm que ser os agentes principais da transformação social”. Ele ressalva que elas ainda não se deram conta da importância que têm no processo de estabelecer um sistema mais voltado para as necessidades dos indivíduos.
Os direitos humanos são, para Touraine, o fortalecimento dos indivíduos em oposição à força do capital. Ele vê esse movimento como pessoas que dizem: “Quero defender o respeito à minha dignidade” e “não aceitam ser humilhados e humilhadas”. A ecologia é, na avaliação do sociólogo, uma questão de sobrevivência. Caso não haja mudança no modo como a produção é conduzida no planeta, a sobrevivência da espécia humana está ameaçada.
O Brasil também se destaca nesse cenário de “reintegração”social, segundo Touraine. Para ele, o país é um dos poucos latino–americanos com capacidade de construção simbólica. “Os brasileiros estão gerando constantemente uma cultura nova, inclusive para o Brasil”.
Esses símbolos são fundamentais, de acordo com Touraine, para o fortalecimento das sociedades. Ele afirma que os cidadãos latino–americanos estão afastados das decisões políticas em seus países. Nessas nações, o acadêmico diz que o poder está concentrado no Estado e nas grandes instituições, enquanto a sociedade está enfraquecida.
Na avaliação de Alain Touraine, apenas quando o Brasil e os outros países da região forem capazes de ter “atores” e peso intelectual e cultural, poderão mudar a situação política atual. “O que falta a todos os países, e especialmente ao Brasil, é a capacidade de ter atores”, ressaltou.
Fonte: Agência Brasil
O verão se aproxima e traz consigo as queimadas
Salvador, cidade tropical, e por isso muito quente, já sente as consequências da chegada da estação do calor
Sempre que o tempo esquenta é possível notar o crescente número de queimadas, não só na zona rural, mas, também, nos grandes aglomerados urbanos. Salvador não fica de fora e já foi “atacada” por incêndios, como os de ontem no bairro do Imbuí e no Vale do Ogunjá.
Incêndios pequenos, mas que podem se transformar em grandes tragédias se não forem controlados a tempo. O do Imbuí destruiu dois barracos e ninguém saiu ferido. O do Ogunjá não trouxe maiores conseqüências em termos de danos materiais ou pessoais.
Um dos grandes e sérios problemas das queimadas – além de por em alto risco a vida das pessoas, da fauna e da flora – está na emissão de gases de efeito estufa, como o CO2, ocasionando o aumento da temperatura. E isso já vem ocorrendo em várias partes do planeta e Salvador, foco desse artigo, não fica atrás quando se fala em calor.
Já é possível sentir os efeitos da falta de chuva na cidade, da chegada do calor e dos perigos que isso pode trazer; a exemplo das queimadas. Cabe a cada cidadão a missão de vigilância e denúncia imediata sobre focos de incêndio para que sejam logo debelados e todos possam se locomover com tranquilidade e segurança.
Corpo de Bombeiros: 193
Se houver vítimas, Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU: 192
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Arroz alimenta metade da humanidade
Das oito mil variedades de arroz existentes no mundo, o integral é o mais nutritivo
No processamento industrial o arroz perde 75% dos nutrientes contidos no endosperma como óleos, proteínas, hidratos de carbono, vitaminas A, B1, B2, B6, B12, ácido pantotênico, dentre outros. Todos esses nutrientes são perdidos no processamento e são incorporados ao farelo que alimenta animais. O resultado é que até os porcos acabem sendo mais bem alimentados que o ser humano. O farelo combate o excesso de colesterol e elimina as toxinas.
Existem 8.000 variedades de arroz e as pessoas que estão habituadas a comer o grão conhecem pouquíssimas. Dentre elas podem ser ressaltadas as mais populares:
• Basmati – arroz aromático e de sabor aproximado ao da noz, com textura leve e delicada.
• Arbório – grão longo, aromático e de textura suave. Pode ser encontrado branco ou integral.
• Arroz vermelho do Butão – vermelho, sabor forte de noz e é cultivado nos Himalaias.
Recentemente pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que algumas propriedades do arroz integral podem diminuir as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade.
O grupo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP passou oito anos estudando as propriedades nutricionais de todas as variações do arroz (polido, integral, parboilizado, preto e vermelho) para chegar às últimas descobertas, divulgadas no dia 28 de outubro.
De acordo com esses resultados, o arroz integral é o único que conserva os chamados compostos bioativos, que são aqueles que têm atividades sobre organismos vivos. No caso do arroz, já foram confirmados pelo menos dois tipos de atividades: antioxidante e hipocolesterolêmica (reduz a taxa de colesterol no sangue).
Um dos compostos responsáveis por essas atividades é o orizanol, substância própria do arroz, que possui as duas propriedades. Além dele, a vitamina E e os compostos fenólicos apresentam atividade antioxidante, capazes de evitar o estresse oxidativo no organismo, relacionado a problemas cardiovasculares, câncer e inflamações, isto é, a doenças crônico-degenerativas não transmissíveis, em geral.
Segundo a professora Ursula Lanfer Marquez, coordenadora da linha de pesquisa Características nutricionais e propriedades funcionais do arroz, outros tipos de arroz, como o preto e o vermelho, apresentam uma atividade antioxidante ainda maior do que a do arroz integral.
A equipe pretende agora incentivar o consumo de cereais integrais não-trigo, determinar as quantidades de ingestão mínima de arroz integral para que haja efeito sobre o organismo e tentar estabelecer um reconhecimento formal de todas as propriedades benéficas do arroz.
Essa é uma forma de o Em VErDe noVo contribuir para uma saúde melhor. Coma arroz integral seu organismo agradece.
Parte desse artigo foi teve como fonte: EcoD
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ecologistas uni-vos!
Está na hora de criar uma consciência ecológica partindo de pequenas atitudes que podem ajudar a salvar o planeta. Fechar a torneira na hora de escovar os dentes pode ser uma dessas atitudes. Desligar a luz quando sair de um ambiente da casa, também. O site EcoBook chegou para orientar e difundir a luta por uma Terra melhor, mais sadia.
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Numa altura em que tanto a Web social como a ecologia estão na ordem do dia, um grupo de sociólogos, politólogos e profissionais da comunicação da Costa-Rica resolveram colocar a primeira ao serviço da segunda e criar o EcoBook.
A rede social pede aos membros que se comprometam a ajudar a salvar o planeta… através de pequenos gestos diários, onde se incluem, por exemplo, a poupança de água e energia, redução das emissões de CO2, reciclagem, consumo responsável ou mesmo a expressão artística.
Cada um deverá estabelecer as suas metas pessoas em cada um destes âmbitos e assinar com o resto da comunidade um "pacto para a vida", através do site, que também promove o intercâmbio das experiências e oferece um centro de informação com documentos técnicos em matéria de ambiente.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Show de rock também pode gerar sustentabilidade
A edição do “Rock in Rio” 2011 marcada para 23, 24 e 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, já está confirmada e será sediada na Cidade do Rock na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O festival, que tem a tradição de reunir várias bandas nacionais e internacionais, mais uma vez aborda o Projeto Por Um Mundo Melhor, e vai destinar 5% da receita, com a venda dos ingressos, para ajudar na geração de projetos socioambientais.
Será que vai ser diferente do SWU, que prometeu cooperação com projetos de natureza ambiental e não cumpriu o compromisso? Afinal, como o Rock in Rio nunca levantou a bandeira ecológica, vamos esperar que o resultado seja positivo.
Desde o seu lançamento, em 2001, o festival sempre se empenhou com as causas sociais. Reunindo todas as edições, já foi possível arrecadar cerca de 11 milhões de reais, o que gerou investimentos em construção de salas de aula e compra de equipamentos para instituições sociais direcionadas para jovens e adolescentes. Só no primeiro ano, foi arrecadado o suficiente para 3.200 jovens entre 17 e 29 anos, terminassem os estudos em 100 salas de aula construídas em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Assim foi também em Portugal, com a instalação de painéis solares em escolas que ganharam o concurso “Rock in Rio Escola Solar” que incentivou os jovens portugueses a desenvolver projetos nas suas comunidades, para conscientizar as pessoas no combate às alterações climáticas.
A organização do festival promete plantar árvores para compensar a emissão de gases de efeito estufa gerada pela produção do evento, incentivos ao uso de transporte público – metade das emissões do festival vem do deslocamento – além de muitas outras ações no campo socioambiental.
A programação será confirmada em novembro desse ano, quando os ingressos estarão à venda no site oficial do Rock in Rio (inteira R$ 190,00).
Um bom exemplo para outros eventos do gênero que são levados ao público durante o verão. O comprometimento com as causas ambientais não só está em voga, mas deve povoar, também, o pensamento dos produtores, pois a quantidade de espectadores que vão a esse tipo de evento – a maioria jovens – necessita e muito dessa conscientização. A natureza agradece.
Fonte: EcoD
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